São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Netanyahu confronta críticos e aliados em discurso na Assembleia Geral da ONU

Primeiro-ministro de Israel atacou adversários, países aliados e o Irã durante discurso que provocou saídas do plenário e protestos em Nova York.

Netanyahu confronta críticos e aliados em discurso na Assembleia Geral da ONU

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, atacou adversários e aliados durante um discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, nesta quinta-feira (24). A fala provocou a saída de dezenas de delegados do plenário, enquanto integrantes da equipe israelense aplaudiam e o presidente da sessão pedia ordem.

Em meio à campanha de reeleição em Israel, Netanyahu criticou líderes do Irã, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e os governos do Reino Unido, da França e da Turquia. Ao iniciar sua fala, disse: "Se ainda restam covardes morais que não saíram deste plenário, saiam agora".

Mamdani, primeiro prefeito muçulmano de Nova York, foi chamado de antissemita por Netanyahu. O primeiro-ministro também afirmou que muitos judeus deixaram de se sentir seguros na cidade desde a eleição do prefeito.

Em comunicado, Mamdani acusou Netanyahu de repetir mentiras para encobrir seu genocídio contra os palestinos. Ele também mencionou o mandado de prisão contra o primeiro-ministro no Tribunal Penal Internacional (TPI). O prefeito havia ameaçado executar a ordem, mas depois reconheceu que não tinha autoridade para isso.

Com sede em Haia, o TPI concluiu em 2024 que havia fundamentos razoáveis para julgar Netanyahu por supostos crimes de guerra e crimes contra a humanidade na ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.

Críticas a países e protestos

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, não participou da Assembleia Geral porque Washington negou seu visto. Em vídeo divulgado antes do discurso de Netanyahu, Abbas rejeitou as medidas e afirmou que as políticas israelenses ameaçavam a solução de dois Estados e a própria existência do povo palestino.

Nas proximidades da ONU, dezenas de manifestantes protestaram com cartazes que pediam o fim do genocídio. Entre os detidos estava a atriz Susan Sarandon.

Netanyahu também criticou Reino Unido e França, países que adotaram sanções às exportações israelenses provenientes da Cisjordânia. Ele questionou as acusações de colonialismo feitas pelos dois governos e citou o passado imperial de ambos.

O primeiro-ministro israelense classificou o Irã como uma ditadura assassina e afirmou que os ataques de forças israelenses e americanas impediram Teerã de desenvolver armas nucleares. Segundo ele, o objetivo era evitar armamentos capazes de destruir Israel e ameaçar o mundo.

Netanyahu exibiu ainda um aparelho semelhante a um pager, associado a explosivos que, segundo relatos, a inteligência israelense teria preparado antes de enviá-los a integrantes do Hezbollah. Em setembro de 2024, os dispositivos foram detonados e mutilaram membros do grupo e civis.

No fim, Netanyahu acusou a Turquia de apoiar o Hamas e chamou o presidente Recep Tayyip Erdogan de tirano. Ele fez uma escala rápida em Nova York antes de retornar a Israel, onde a campanha eleitoral estava em andamento. Não havia previsão de encontro com autoridades americanas de alto escalão.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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