Domingo, 6 de setembro de 2026
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Irã promete respostas mais rápidas e intensas a ataques dos EUA

Principal negociador iraniano fez a ameaça após ofensivas contra navios americanos e bombardeios dos Estados Unidos a petroleiros do Irã.

Irã promete respostas mais rápidas e intensas a ataques dos EUA

O Irã afirmou que vai reagir de maneira mais rápida e intensa a novos ataques dos Estados Unidos. A declaração foi feita neste domingo (6) por Mohammad Bagher Ghalibaf, principal negociador iraniano, horas depois de Teerã anunciar ações contra navios de guerra americanos.

“Os americanos devem ter compreendido que a era das respostas proporcionais terminou”, disse Ghalibaf em discurso transmitido pela imprensa estatal. Ele acrescentou que qualquer agressão contra os interesses e a segurança do Irã terá uma resposta mais rápida, intensa e dolorosa.

O conflito começou em 28 de fevereiro, após ataques israelenses e americanos contra o Irã. As hostilidades foram retomadas em 30 de agosto, quando as Forças Armadas dos Estados Unidos bombardearam infraestruturas iranianas no Estreito de Ormuz.

No início deste domingo, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter atacado um veículo militar americano de superfície não tripulado que tentava entrar em uma área protegida do estreito. Antes disso, a corporação havia comunicado ter atingido três petroleiros que faziam travessias não autorizadas em Ormuz e três embarcações americanas em outras áreas. Também alertou navios a evitar rotas não aprovadas por Teerã.

No sábado, o comando militar dos Estados Unidos disse ter atacado três petroleiros iranianos. Uma embarcação estava perto da ilha de Khark, onde fica o principal terminal petrolífero do Irã no Golfo. Outra estava ao sul, próxima ao Estreito de Ormuz, e a terceira estava no Golfo de Omã.

Correspondentes da televisão estatal iraniana informaram que os bombardeios americanos não deixaram vítimas e que as tripulações haviam sido levadas para terra firme. O exército americano afirmou que os ataques ocorreram depois que um porta-aviões e um destróier dos Estados Unidos evitaram múltiplas ofensivas iranianas não provocadas. Nenhum soldado americano teria ficado ferido.

“Se atacarem dois de nossos navios, imporão a si mesmos um preço ainda maior; atacaremos três dos deles”, declarou Brad Cooper, titular do Comando Central dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária confirmou o ataque americano contra três petroleiros pertencentes à República Islâmica e classificou a ação como um ato de desespero diante do fechamento do Estreito de Ormuz. O Irã mantém um bloqueio da passagem, enquanto os Estados Unidos bloquearam portos iranianos.

Donald Trump afirmou que prefere concentrar os esforços em uma guerra econômica contra o Irã. O presidente americano disse na sexta-feira que os Estados Unidos realizam apenas bombardeios pontuais e que a situação não é uma guerra, mas um conflito militar de pouca relevância para o país.

No Líbano, ataques israelenses neste domingo deixaram quatro mortos e 20 feridos no sul do país, segundo o Ministério da Saúde. O exército israelense afirmou ter respondido ao lançamento de dois drones pelo Hezbollah. No Iêmen, confrontos entre forças governamentais e rebeldes huthis deixaram quase 200 mortos desde a última quinta-feira.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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