SÃO PAULO — O início de setembro já colocou o acumulado de chuva na capital acima do recorde histórico para o mês. Até as 9h de segunda-feira, 14, o Mirante de Santana, na zona norte, registrou 253,8 milímetros, conforme a série histórica iniciada em 1943.
O volume ultrapassou a marca anterior, de 243,1 milímetros, registrada em 1983. Também corresponde a mais de três vezes a média climatológica de setembro, de 83,3 milímetros. A previsão de novos episódios de chuva pode elevar ainda mais esse acumulado.
Apesar da redução gradual da chuva, o frio e a umidade continuam na cidade. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo registrou 10,7°C no extremo sul durante a madrugada desta terça-feira (15), enquanto a região central chegou a 13,9°C.
Ao longo do dia, a máxima deve ficar perto de 19°C. A previsão indica chuva fraca a moderada entre a tarde e a noite. Na quarta-feira (16), os termômetros devem variar de 13°C a 18°C, com céu encoberto, garoa e chuviscos principalmente na madrugada e à noite.
Na quinta-feira, 17, a nebulosidade tende a diminuir, mas os chuviscos ainda podem ocorrer. A máxima prevista é de 19°C, segundo o CGE. A mudança mais clara no tempo é esperada para sexta-feira, 18, quando a máxima pode chegar a 24°C, conforme a Climatempo.
Solo encharcado mantém riscos
A Climatempo informa que o ar frio de origem polar mantém as temperaturas contidas nos próximos dias. Já a Defesa Civil afirma que o El Niño contribui para chuvas mais intensas no Estado, ao alterar os padrões de circulação atmosférica e favorecer o aumento da umidade e das precipitações nas regiões Sul e Sudeste do Brasil.
Os temporais recentes provocaram alagamentos, enchentes e deslizamentos em diferentes regiões do Estado, além de mortes. Na capital, o solo continua encharcado, e o CGE mantém o alerta para alagamentos, queda de árvores e deslizamentos na Grande São Paulo.








