O influenciador Lito Sousa morreu nesta quinta-feira (1º), aos 59 anos, após receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). Ele estava em tratamento e deixa mulher e filho. A morte foi comunicada nas redes sociais.
A DCJ é uma doença neurodegenerativa rara, progressiva e causada por alterações em proteínas chamadas príons. Na condição, formas anormais dessas proteínas se acumulam no cérebro e danificam as células nervosas ao longo do tempo.
A doença pode provocar alterações neurológicas como demência, perda de memória e tremores. Conforme avança, também pode comprometer outros movimentos e funções do sistema nervoso. A velocidade de evolução varia entre os pacientes, mas a condição é considerada de progressão rápida.
O diagnóstico combina avaliação clínica e exames. Isso ocorre porque, no início, os sintomas podem se parecer com os de outras doenças neurológicas. Até o momento, não existe tratamento capaz de interromper ou curar a DCJ.
Notificações no Brasil
A partir de 2005 até 2021, o Ministério da Saúde registrou 1.576 notificações de casos suspeitos da doença no Brasil. Os registros foram mais frequentes entre moradores das Regiões Sul, Sudeste e Nordeste.
São Paulo concentrou 32,5% (512) das notificações suspeitas no período. Na sequência apareceram Paraná, com 12,0% (189), e Minas Gerais, com 10% (158).
A faixa etária de 55 a 74 anos reuniu 60,2% (994) do total. Em relação ao sexo, foram registrados 53,6% (845) de casos suspeitos entre mulheres e 46,3% (730) entre homens.
Desde 2005, a DCJ faz parte da Lista Nacional de Doenças de Notificação Compulsória. A vigilância é coordenada pela Coordenação-Geral de Vigilância de Zoonoses e Doenças de Transmissão Vetorial (CGZV), do Departamento de Doenças Transmissíveis (DEDT), ligado à Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde. Entre os objetivos estão detectar casos, acompanhar o perfil epidemiológico e definir medidas de biossegurança.








