São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

CEO da AZ Quest amplia atuação política nas redes sociais

Walter Maciel, da AZ Quest, passou a falar de economia, política, cultura e filosofia para uma audiência de mais de 400 mil seguidores.

CEO da AZ Quest amplia atuação política nas redes sociais

Walter Maciel, CEO da AZ Quest, ampliou sua presença nas redes sociais ao transformar o incômodo com a política e a economia em um dos principais temas de seus vídeos. Nos últimos 18 meses, ele passou a reunir mais de 400 mil seguidores e a defender uma mudança de Governo, citando os rumos da economia como principal motivação.

Maciel começou publicando conteúdos sobre investimentos, economia e sua rotina como gestor. Depois, decidiu falar também de política ao concluir que não era possível discutir a economia sem tratar das decisões tomadas em Brasília. Ele afirma ter diferenças éticas e morais com o PT e diz temer que o País entre em dominância fiscal.

“Não dá para falar de economia sem falar do que o Governo está fazendo”, disse Maciel.

Política, cultura e filosofia

O conteúdo do executivo não se limita à política. Ele já publicou vídeos sobre a ética de Clint Eastwood em Unforgiven, as lições de Muito Além do Jardim, último filme estrelado por Peter Sellers, e o estoicismo.

Um dos vídeos de maior repercussão foi uma crítica ao ministro Flávio Dino. Maciel afirmou que Dino citou Aristóteles de forma equivocada durante uma sessão do STF. Segundo ele, a frase mencionada pelo ministro é de Górgias, um sofista. O vídeo foi visto por mais de 3 milhões de pessoas e levou Dino a se manifestar, dizendo ter sido alvo de preconceito “regional e racista” por ser do Maranhão.

Nas redes, Maciel também mantém os quadros “Vou dizer o que precisa ser dito”, “Bônus Cultural” e “Economia sem jargão”. No último, explica temas como inflação e dominância fiscal. Ele escreve os textos e grava os vídeos sozinho, usando seu celular; uma equipe faz a edição final.

Trajetória na AZ Quest

Formado em economia pela PUC-Rio, onde foi aluno de Gustavo Franco, Edmar Bacha e Dionisio Dias Carneiro, Maciel começou no mercado na mesa internacional e na tesouraria do Safra. Depois, trabalhou no Banco Garantia.

Ele entrou na AZ Quest em 2006, quando a gestora administrava R$ 200 milhões e tinha um fundo macro. Três anos depois, os recursos sob gestão chegaram a R$ 3,5 bilhões, mas a crise de 2008 provocou a saída de praticamente todos os recursos dos quatro maiores clientes. O patrimônio caiu para R$ 500 milhões.

Maciel diz ter aprendido que a empresa não poderia depender de um cliente, de um produto ou de um único gestor estrela. Hoje, a AZ Quest administra R$ 38 bilhões em 18 estratégias e 180 produtos, com mais de 350 mil investidores entre pessoas físicas e fundos.

Embora apoie Flávio Bolsonaro no primeiro turno, Maciel nunca foi filiado a um partido. Ele diz que pretende continuar no Brasil e seguir falando sobre o que pensa, afirmando que não busca nada para si.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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