São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Haddad diz que bets foram liberadas no governo Temer e critica Bolsonaro

Ex-ministro afirma que governo Lula regulamentou o setor, restringiu o acesso de grupos vulneráveis e criou a autoexclusão.

“Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada” sobre bets, diz Haddad

Fernando Haddad afirmou que a liberação das apostas esportivas online, conhecidas como bets, ocorreu durante o governo de Michel Temer, e não nas gestões de Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao podcast Três Irmãos, o ex-ministro da Fazenda também criticou Jair Bolsonaro por não ter regulamentado o setor enquanto esteve na Presidência.

Segundo Haddad, o governo Lula assumiu a tarefa de organizar um mercado que já funcionava sem controles considerados adequados. A atual administração criou regras para as plataformas de apostas e estabeleceu restrições para grupos apontados como mais vulneráveis.

“Não foi o Lula que liberou as bets, foi o Temer. Bolsonaro teve quatro anos para fazer alguma coisa e não fez nada”, escreveu Haddad. Na avaliação dele, durante o governo Bolsonaro não houve cobrança de impostos sobre as empresas nem proibição da participação de crianças, idosos e beneficiários do Bolsa Família.

Entre as medidas citadas pelo ex-ministro estão a proibição do acesso de beneficiários do Bolsa Família e de crianças às apostas. Também foi criada a possibilidade de qualquer pessoa se autoexcluir do sistema de casas de apostas, sem poder desfazer essa escolha depois.

Haddad disse ainda que o Ministério da Saúde participa do atendimento e do acompanhamento de pessoas que desenvolveram dependência em jogos de apostas. Ele reconheceu, porém, que as ações adotadas não encerram os problemas relacionados ao avanço das bets.

“Isso é suficiente? Não. O problema é muito mais grave do que parece”, afirmou.

O ex-chefe da Fazenda também declarou que, antes da regulamentação feita pelo governo atual, não havia cobrança de tributos sobre o lucro líquido das empresas do setor.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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