Harry e Meghan Markle contestaram a ideia de que possam ser tratados como cidadãos comuns em questões de privacidade e segurança. Embora tenham deixado as funções oficiais da monarquia e não representem mais o rei, fontes próximas ao casal afirmam que os dois continuam sendo figuras públicas com reconhecimento internacional.
A discussão surgiu após uma carta enviada em 7 de setembro pelo rei Charles III, por meio do Lorde Chamberlain, Lorde Benyon. O documento esclareceu a posição do casal dentro da monarquia durante o retorno recente de Harry e Meghan ao Reino Unido.
Na correspondência, Charles afirmou que os Sussex não são mais membros ativos da Família Real e que a independência financeira e a preservação da privacidade deveriam ser respeitadas. A carta também comparou a situação dos dois à de cidadãos comuns com interesses comerciais e filantrópicos.
“Eles são figuras públicas”, afirmou uma fonte próxima ao casal. A avaliação é que a notoriedade internacional torna pouco realista esperar que Harry e Meghan tenham uma rotina totalmente anônima.
Segurança e títulos
O documento separou o status do casal das decisões sobre proteção. Segundo a carta, assuntos de segurança operacional devem continuar sendo tratados diretamente com as autoridades policiais responsáveis.
Harry mantém uma disputa judicial relacionada à segurança que recebe no Reino Unido e defende medidas adequadas para ele e seus familiares. Fontes próximas ao casal afirmam que reconhecer a saída das funções oficiais não elimina o impacto da fama internacional sobre a circulação e a privacidade dos dois.
A carta também reforçou que Harry e Meghan não devem usar os títulos de Sua Alteza Real, conhecidos pela sigla SAR. Dúvidas de organizações oficiais ou estatais sobre as cortesias destinadas ao casal, principalmente quando houver recursos públicos, devem ser encaminhadas ao Palácio de Buckingham.
Fontes ligadas ao Palácio disseram que a correspondência apenas reafirma os termos da “Cúpula de Sandringham”, acordo formalizado em janeiro de 2020 para estabelecer a saída dos Sussex das funções oficiais. Harry e Meghan teriam sido avisados sobre a carta cerca de uma hora antes de sua divulgação. Um porta-voz afirmou que os dois ficaram “um pouco surpresos” com a falta de comunicação prévia.
Apesar de relatos sobre distanciamento entre Harry e Charles, pai e filho conversaram por telefone desde o retorno do príncipe ao Reino Unido, no mês passado. Eles ainda não teriam se encontrado pessoalmente desde a volta de Harry, Meghan e dos filhos ao país.
Uganda deixa os Jogos Invictus
A repercussão também atingiu os Jogos Invictus, competição criada por Harry para militares e veteranos feridos ou lesionados. Um dia depois da divulgação da carta, Uganda anunciou que não participaria da próxima edição.
O general Muhoozi Kainerugaba, filho do presidente ugandense Yoweri Museveni e chefe das Forças Armadas do país, disse que Uganda não participaria de atividades sem a aprovação do rei. Uma fonte próxima a Harry relacionou a decisão às orientações divulgadas pelo Lorde Chamberlain.
Uganda entrou na comunidade dos Jogos Invictus recentemente e, em julho de 2026, passou a ser o 26º integrante e o mais novo da iniciativa. A competição busca ampliar oportunidades de recuperação por meio do esporte para militares feridos e lesionados.
Para uma pessoa próxima ao príncipe, os atletas ugandenses que esperavam representar o país na próxima edição são os principais prejudicados pela decisão.








