São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

STF restringe retirada de benefícios de ICMS aprovados pelo Confaz

Estados só podem cancelar benefícios fiscais incorporados à legislação seguindo as regras do Confaz, decidiu o Supremo.

STF restringe retirada de benefícios de ICMS aprovados pelo Confaz

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (24) que os estados não podem cancelar, por decisão própria, benefícios fiscais de ICMS aprovados em convênios do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

A decisão estabelece que as deliberações do conselho não alteram automaticamente as leis estaduais. Depois que as regras são incorporadas pela legislação de um estado, porém, a retirada do benefício precisa respeitar as diretrizes do Confaz.

O conselho reúne representantes do Ministério da Fazenda e secretários estaduais. Para aprovar a revogação de benefícios fiscais, é necessária a concordância de pelo menos quatro quintos dos representantes.

Caso envolveu decreto de São Paulo

O julgamento analisou ações apresentadas por Rondônia, Acre, Amapá e Roraima contra um decreto editado pelo governo de São Paulo em 2020. A norma havia encerrado a isenção de ICMS para mercadorias enviadas a Áreas de Livre Comércio da Região Norte, que inclui cidades dos estados que recorreram ao STF.

Em janeiro deste ano, o atual governo de São Paulo retomou a isenção, mas restringiu a validade do benefício até 30 de setembro.

A decisão foi tomada por 6 votos a 3. A maioria acompanhou o voto da relatora, ministra Cármen Lúcia, para quem a retirada unilateral de benefícios fiscais prejudica os demais estados.

Flávio Dino, Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes, Dias Toffoli e Edson Fachin seguiram a relatora. Luiz Fux divergiu e defendeu que os estados podem cancelar benefícios sem aprovação prévia do Confaz. André Mendonça e Nunes Marques acompanharam esse entendimento.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5