São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Campanha de Flávio segura plano econômico e prioriza crise no STF

Candidato mantém propostas em linhas gerais, enquanto equipe evita detalhar cortes, regra fiscal e possíveis privatizações antes do primeiro turno.

Campanha de Flávio segura plano econômico e prioriza crise no STF

A campanha de Flávio Bolsonaro decidiu não detalhar suas propostas econômicas antes do primeiro turno das eleições. A equipe do candidato à Presidência pelo PL passou a priorizar a exploração política da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), a menos de dez dias da votação.

O coordenador político da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), afirmou que já existe um grupo escolhido para continuar o trabalho caso Flávio vença. Segundo ele, ainda está em avaliação se os nomes devem ser antecipados.

O plano de governo apresenta diretrizes gerais, mas não explica como as principais medidas seriam colocadas em prática. Entre as propostas defendidas por integrantes do núcleo econômico estão um ajuste fiscal de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) e um novo teto de gastos baseado na relação entre dívida e PIB. O documento também fala em uma nova regra fiscal e em um “tesouraço” em gastos e impostos.

Daniella Marques, coordenadora-geral do plano de governo, disse que o Congresso seria responsável por detalhar as medidas. “Quem vai fazer esse detalhamento vai ser o Congresso”, afirmou a ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo Jair Bolsonaro.

A decisão de evitar detalhes ocorre depois que o vazamento de propostas impopulares trouxe desgaste à candidatura. Em abril, foram divulgadas medidas em análise que retirariam das despesas de saúde a vinculação ao mínimo constitucional de 15% da Receita Corrente Líquida (RCL). Na educação, a ideia discutida desvincularia os gastos dos atuais 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI).

Também foi analisada a possibilidade de desvincular a política de valorização do salário mínimo dos benefícios da Previdência Social. Nesse caso, aposentados e pensionistas teriam reajuste apenas pela inflação, sem ganho real. Flávio negou publicamente que essas mudanças estivessem em avaliação, mas Daniella não descartou as medidas em entrevistas.

Disputa política e propostas econômicas

A coordenadora também recebeu críticas após elogiar o presidente da Argentina, Javier Milei, como um exemplo para o Brasil. A declaração foi usada por petistas nas redes sociais para atacar a chapa.

Integrantes da campanha avaliam que o noticiário sobre o escândalo do Banco Master e a crise no STF abriu espaço para Flávio e seus candidatos ao Senado. A estratégia passou a associar a rejeição ao ministro Alexandre de Moraes ao presidente Lula e a apresentar o candidato do PL como capaz de reorganizar o tribunal e recuperar a confiança nas instituições.

Marinho rejeitou a ideia de que a campanha esteja pedindo um “cheque em branco” ao eleitor ao deixar medidas específicas para depois da eleição.

Flávio já declarou ser favorável à privatização de empresas estatais, mas não informou quais poderiam ser vendidas. Daniella afirmou que os Correios não fariam parte desse plano.

Em nota, a campanha disse que o candidato apresentou diretrizes para enfrentar o cenário econômico e que o detalhamento das ações será feito durante a transição, com a formação das equipes técnicas. A assessoria também afirmou que Flávio responde aos questionamentos em suas agendas e classificou a crise no STF como um “momento triste para a democracia”.

A campanha de Lula passou a questionar a viabilidade das promessas do adversário, incluindo a redução do preço dos alimentos. Em peças nas redes sociais, afirma que o plano de governo de Flávio tem 21 mil palavras, mas não traz menções concretas ao salário mínimo, ao Pé-de-Meia e ao Minha Casa Minha Vida. A propaganda usa o slogan “Falar é Flávio, fazer é Lula”.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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