O Monzo avalia diferentes caminhos para financiar sua expansão na Europa, enquanto mantém conversas preliminares com o Nubank sobre uma possível aquisição. Ainda não existe um cronograma para a conclusão do negócio.
Se a transação avançar, a estrutura poderá combinar dinheiro e ações. O valor atribuído ao banco digital britânico pode ficar entre £ 8 bilhões e £ 10 bilhões. Na rodada de investimentos realizada em 2024, o Monzo foi avaliado em £ 5,2 bilhões, considerando o valor após a captação.
Alternativas para levantar recursos
O Monzo trabalha com o Morgan Stanley e a Qatalyst para buscar recursos destinados à expansão na Europa continental. Também está avaliando vender até 15% da empresa para fundos de venture capital em uma nova rodada.
Outra possibilidade é uma abertura de capital em Londres ou uma listagem dupla, na capital britânica e em Nova York. A alternativa é defendida pelo governo britânico e pela Bolsa de Londres, que tem visto suas maiores empresas escolherem os Estados Unidos para listar ações.
O banco já realizou 11 rodadas de investimentos, do seed a uma Série I, com a participação de Alphabet, GIC, Tencent, Goodwater e Thrive.
Operação e resultados
Fundado em 2015 por Tom Blomfield, empreendedor britânico e sócio da Y Combinator, o Monzo oferece serviços digitais de conta corrente, crédito e investimentos. A instituição está presente na Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. São 16 milhões de clientes: 15 milhões de pessoas físicas e 1 milhão de PJs. A empresa também está se expandindo para a Irlanda e a Espanha.
No ano fiscal encerrado em março, a receita chegou a £ 1,7 bilhão, alta de 39% na comparação anual. O lucro antes de impostos foi de £ 172,6 milhões, crescimento de 20%.
O Monzo é comandado desde fevereiro por Diana Layfield, que passou pelo Google e pelo Standard Chartered. A empresa concorre com a Revolut, que tem 80 milhões de clientes em 40 países.
Tom Oldman, atual CFO do Monzo, foi responsável pelo planejamento financeiro e pela análise globais do Nubank entre 2019 e 2023. O banco brasileiro iniciou sua operação nos EUA e, no fim de 2024, investiu US$ 150 milhões na Tyme, fintech de Singapura com negócios nas Filipinas e na África do Sul.








