São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Ministro cubano acusa EUA de manter bloqueio que viola o direito internacional

Em discurso na ONU, Bruno Rodríguez Parrilla disse que sanções e restrições de combustível formam uma punição coletiva contra Cuba.

Ministro cubano acusa EUA de manter bloqueio que viola o direito internacional

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, acusou os Estados Unidos de cometer um crime contra a humanidade ao manter e ampliar ações de pressão contra a ilha. A declaração foi feita neste sábado, 26, durante discurso na Assembleia Geral da ONU.

Parrilla afirmou que Washington mantém o bloqueio econômico contra Havana mesmo enquanto sustenta que Cuba faliu. Para o ministro, a política de sanções representa uma punição coletiva, proibida pelo direito internacional humanitário.

Durante o pronunciamento, representantes dos Estados Unidos deixaram o plenário, conforme a transmissão da ONU. O ministro também acusou o governo americano de impedir, por meio de intimidação e coerção, que outros países exportem combustível para Cuba.

Segundo Parrilla, o bloqueio energético está em vigor desde janeiro de 2026. Ele afirmou que a restrição equivale, na prática, a um bloqueio naval e classificou a medida como um ato de guerra no direito internacional.

O ministro disse ainda que o bloqueio dificulta a entrada de suprimentos essenciais. Mais de 7.000 contêineres com alimentos, medicamentos e dispositivos médicos estariam retidos em portos, incluindo cargas já pagas por empresas privadas cubanas.

Parrilla também acusou Washington de pressionar governos soberanos a interromper a cooperação médica cubana no exterior. De acordo com ele, o objetivo seria agravar a situação interna e provocar uma crise humanitária.

Por fim, o ministro contestou a classificação de Cuba como ameaça à segurança nacional americana. Ele considerou absurdo apresentar o país como um risco para os Estados Unidos, descritos por ele como a maior potência militar e econômica do mundo.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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