O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste sábado (26) a proposta do Irã para reabrir o Estreito de Ormuz em sete dias. A passagem marítima está no centro do conflito entre os dois países.
“Rejeito a proposta deles”, afirmou Trump a jornalistas em frente à Casa Branca. O presidente americano disse que os dirigentes iranianos querem um acordo para liberar o estreito imediatamente porque estariam perdendo terreno.
O Irã informou na sexta-feira (25) que havia enviado a Washington um plano para reabrir a via marítima no prazo de sete dias, contado a partir da validação do acordo. Ao apresentar a proposta na sede da ONU em Nova York, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, declarou que a decisão agora caberia aos Estados Unidos.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, afirmou que o plano foi elaborado em cooperação com o líder supremo Mojtaba Khamenei. Também foi criada uma equipe de seis membros com poder para tomar decisões.
O que previa o acordo
As medidas propostas por Teerã já estavam previstas em um protocolo de acordo assinado em junho com Washington, segundo Abbas Araghchi. O plano incluía o cessar-fogo imediato das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, além da reabertura do Estreito de Ormuz.
Entre as exigências iranianas estavam o desbloqueio e o pagamento de ativos congelados desde a Revolução Islâmica de 1979, estimados em pelo menos 12 bilhões de dólares. A proposta também previa a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o Irã.
O objetivo era encerrar o conflito, liberar a passagem marítima e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. As tratativas, porém, não avançaram por causa das condições para a circulação pelo estreito.
A rota é utilizada habitualmente para o transporte de 20% dos hidrocarbonetos mundiais. Desde o início dos bombardeios realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã, no fim de fevereiro, a República Islâmica reivindica o controle da passagem, enquanto Washington mantém um bloqueio aos portos iranianos.
Em uma declaração na terça-feira, Hossein Mohebi, porta-voz da Guarda Revolucionária, também defendeu o fim dos combates no Iêmen. O país passou a ser outra frente regional desde julho, após a retomada do conflito entre os houthis pró-iranianos e o governo iemenita, apoiado pela Arábia Saudita.








