São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Empresas ligadas a Milton Leite têm capital social de R$ 52 milhões

Ex-presidente da Câmara de São Paulo aparece como sócio e administrador de cinco empresas, segundo registros oficiais.

Milton Leite e família são sócios de empresas que somam mais de R$ 52 milhões de capital

Milton Leite, ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, aparece como sócio e administrador de empresas ligadas à família que somam R$ 52.017.422,00 em capital social, conforme registros oficiais da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp). Ele foi preso em uma operação que investiga a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transporte da capital paulista.

A principal empresa do grupo é a Planevia Planejamento, Projetos e Consultoria Técnica, com capital social registrado de R$ 34.417.422,00. Leite consta como sócio-administrador, enquanto os filhos Alexandre Leite e Milton Leite Filho aparecem como administradores.

Empresas da família

A Neumax Atlantica SPE LT tem capital social de R$13 milhões e possui como sócia majoritária a Neumax Construtora e Incorporadora, cujo capital é de R$1 milhão. Milton Leite consta como administrador das duas empresas.

O ex-vereador também aparece como sócio da Lesimo Sondagens, Projeros e Construções LTDA, com capital de R$600 mil, e da Sorocaba Neumax SPE LTDA, com R$3 milhões de capital social.

Além de Milton Leite, a estrutura empresarial reúne a mulher dele, Neusa Maria Paulino da Silva, e os filhos Alexandre Leite e Milton Leite Filho.

As relações comerciais e o patrimônio da rede empresarial são acompanhados por investigadores em apurações sobre desvios no transporte coletivo de São Paulo. Em 2024, a Neumax mantinha contratos de locação de um conjunto industrial e de um imóvel com a Transwolff, operadora do transporte coletivo, por R$ 812 mil mensais.

O Ministério Público de São Paulo apontou um relacionamento próximo entre Milton Leite e a cúpula da empresa de ônibus, investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para o crime organizado.

A prisão temporária foi determinada pela Justiça paulista em investigações sobre a atuação de organizações criminosas em concessões públicas e contratos de transporte. A defesa entrou com pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, alegando inocência e comorbidades de saúde. A defesa também foi procurada e não havia respondido até a publicação das informações.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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