São Bernardo do Campo, Sábado, 3 de outubro de 2026
Finanças

Emprego e renda em alta dividem discurso econômico na eleição de 2026

Desemprego caiu a 5,3%, enquanto endividamento e custo de vida entram no debate entre Lula e Flávio Bolsonaro.

Emprego e renda em alta dividem discurso econômico na eleição de 2026

O Brasil chega ao primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 com desemprego no menor nível para o período, recorde de ocupação e maior rendimento médio mensal real. Ao mesmo tempo, o endividamento e o custo de vida aparecem como pontos de pressão sobre o orçamento das famílias.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a taxa de desemprego ficou em 5,3% no trimestre encerrado em agosto. Esse foi o menor patamar para o período desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012.

O país também atingiu 103,5 milhões de pessoas ocupadas, considerando trabalhadores formais e informais. O rendimento médio mensal real chegou a R$ 3.777, recorde para um trimestre terminado em agosto.

Dois lados do debate econômico

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) destaca os resultados de emprego, ocupação e renda como parte central de sua campanha. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) dá ênfase ao aumento das dívidas e ao peso das despesas e dos juros para os consumidores.

A situação combina indicadores favoráveis do mercado de trabalho com dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias. A redução do desemprego e o avanço da renda costumam influenciar a percepção sobre a economia, mas não são os únicos elementos considerados nessa avaliação.

Para Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados e colunista, o cenário econômico permanece, de modo geral, favorável ao governo atual. Ele menciona a queda do desemprego e sinais recentes de desaceleração da inflação, mas aponta o endividamento como fator de pressão.

“O que tem de negativo, e que afeta potencialmente a popularidade do governo, é a questão da inadimplência”, afirmou Sergio Vale. Ele relacionou o problema à combinação de juros elevados, população endividada e efeito das bets.

Fabio Bentes afirmou que emprego e melhora do padrão de consumo tendem, em diferentes países, a favorecer governos que tentam a reeleição. Na avaliação dele, porém, o quadro brasileiro reúne forças em direções diferentes. Lula e Flávio Bolsonaro aparecem entre os principais nomes nas pesquisas realizadas antes da votação de 4.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5