Domingo, 6 de setembro de 2026
Finanças

Dólar fecha a R$5,1296 após dados de emprego nos EUA

Moeda americana avançou no dia, mas acumulou queda na semana e no ano; eleições brasileiras também influenciaram os negócios.

Dólar fecha a R$5,1296 após dados de emprego nos EUA

O dólar à vista fechou a sexta-feira em alta de 0,50%, cotado a R$5,1296. A valorização veio após dados do governo dos Estados Unidos mostrarem que a criação de empregos em agosto ficou acima das projeções. No Brasil, a disputa pela Presidência também continuou entre os fatores acompanhados pelos investidores.

Apesar do avanço no dia, a moeda americana acumulou queda de 1,28% na semana e recuo de 6,55% no ano. O dólar futuro para outubro, o contrato mais negociado na B3, subia 0,49% às 17h09, aos R$5,1565.

O relatório do Departamento do Trabalho dos EUA apontou a criação de 162 mil postos de trabalho em agosto. A projeção era de 56 mil vagas. A taxa de desemprego ficou em 4,1%, em linha com o esperado.

Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos Treasuries subiram, principalmente nos papéis de curto prazo. O movimento ocorreu em meio às apostas de que o Federal Reserve poderá aumentar os juros no curto prazo. O dólar também avançou diante de várias moedas, incluindo o real.

A cotação mínima do dólar à vista foi de R$5,1018, com queda de 0,05%, às 9h01. Às 9h30, a moeda alcançou a máxima de R$5,1400, alta de 0,70%, depois da divulgação dos números do mercado de trabalho americano.

Eleições e agenda doméstica

No Brasil, a pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira mostrou Luiz Inácio Lula da Silva com 46% das intenções de voto em uma simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, o que colocou os dois em empate técnico. No levantamento anterior, Lula tinha 47% e Flávio, 43%.

O resultado reduziu numericamente a distância entre os dois candidatos. Nos últimos dias, pesquisas que indicaram maior disputa pela Presidência contribuíram para a queda do dólar ante o real. O mercado vê com desconfiança a reeleição de Lula por associá-la a dificuldades no controle das contas públicas e da inflação. Nesse contexto, notícias favoráveis a Flávio, como a diminuição da diferença, têm favorecido a moeda brasileira.

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, afirmou que a corte dará uma resposta institucional firme e rigorosa para a crise pela qual passa. A declaração ocorreu após o embate entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

O Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolar o vencimento de 1º de outubro. O MDIC informou ainda que a balança comercial brasileira teve superávit de US$7,394 bilhões em agosto, enquanto as vendas para os EUA cresceram apesar das tarifas.

No exterior, o índice do dólar subia 0,20% às 17h16, a 99,161. O indicador mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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