São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Finanças

Confiança empresarial recua pelo terceiro mês seguido e chega a 89,3 pontos

Indicador do FGV IBRE caiu em setembro, com piora nas expectativas sobre demanda e situação dos negócios.

Confiança empresarial recua pelo terceiro mês seguido e chega a 89,3 pontos

A confiança empresarial caiu pelo terceiro mês consecutivo em setembro. O Índice de Confiança Empresarial (ICE), calculado pelo FGV IBRE, recuou 1,2 ponto e chegou a 89,3 pontos.

A queda foi espalhada pelos quatro setores econômicos acompanhados pela instituição. Nas médias móveis trimestrais, o indicador também diminuiu 1,2 ponto, na segunda retração seguida por esse critério de cálculo.

A principal piora apareceu nas expectativas das empresas. As projeções para a demanda nos próximos três meses e para a situação dos negócios nos próximos seis meses ficaram mais negativas. Ao mesmo tempo, as expectativas ainda apontam crescimento do emprego, mas com menor ritmo de contratações.

“A confiança empresarial voltou a recuar em setembro, com queda disseminada pelos quatro setores pesquisados pelo IBRE”, avaliou Aloisio Campelo Jr., pesquisador do FGV IBRE. Ele também relacionou a maior cautela à demanda mais fraca, ao acúmulo de estoques na indústria e ao elevado comprometimento da renda das famílias.

Situação atual e expectativas

O Índice da Situação Atual Empresarial (ISA-E) caiu 1,1 ponto em setembro e ficou em 90,8 pontos. Esse foi o menor resultado desde fevereiro de 2022, quando o indicador marcou 90,6 pontos.

Entre os componentes do ISA-E, o índice que mede a satisfação com a situação atual dos negócios recuou 2,3 pontos, para 89,1 pontos. Já o indicador sobre o nível de demanda no momento presente teve alta de 0,2 ponto e chegou a 92,6 pontos.

O Índice de Expectativas Empresariais (IE-E) também caiu 1,2 ponto, encerrando o período em 87,9 pontos. O indicador acumula perdas em cinco dos últimos sete meses.

Na composição do IE-E, o grau de otimismo em relação à demanda nos três meses subsequentes diminuiu 0,7 ponto, para 87,1 pontos. A avaliação sobre a evolução dos negócios no prazo de seis meses recuou 1,7 ponto e ficou em 89,0 pontos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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