O governo federal vai atualizar os valores pagos pelo Bolsa Família para recompor a inflação acumulada e preservar o poder de compra das famílias atendidas. O anúncio será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (17), em evento oficial.
Com a correção, o piso do programa passará de R$ 600 para R$ 691. Já o piso médio subirá de R$ 675 para R$ 777. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o reajuste está dentro das regras fiscais e legais.
Moretti informou que o INPC acumulado desde o início do programa, em janeiro de 2023, até agosto de 2026, chegou a 15,04%. O impacto estimado para este ano é de R$ 5,8 bilhões e, no cálculo mais amplo apresentado pelo ministro, ficará em torno de R$ 22 bilhões. A lei orçamentária já encaminhada ao Congresso será ajustada.
O ministro também disse que o governo vai divulgar um relatório de despesas no próximo dia 24 e que foi identificado espaço fiscal para conceder o reajuste.
Medida prevista em lei
Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome do Brasil, afirmou que a recomposição da inflação está prevista na legislação. Segundo ele, a pobreza caiu 11,6% de 2023 para cá, e mais de 25 milhões de brasileiros ascenderam na classe social.
Dias também declarou que mais de 80% das novas vagas de emprego foram ocupadas principalmente por pessoas que recebem o Bolsa Família. Para o ministro, a atualização ajuda essas famílias a continuar atendendo às próprias necessidades.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o programa é central na estratégia do governo para apoiar famílias vulneráveis, garantir renda, combater a pobreza e assegurar a segurança alimentar. Ele também afirmou que a legislação autoriza o presidente a reconhecer a perda do poder de compra e atualizar os valores.







