Verbo é a classe de palavras que pode variar em tempo, modo, número e pessoa. Ele expressa ação, estado, fenômeno ou outros processos. Em concursos públicos, reconhecer essas características ajuda na análise sintática e na identificação dos termos da oração.
Um mesmo verbo pode receber classificações diferentes. A análise pode considerar o tempo e o modo, a conjugação, a função na oração, a transitividade ou o comportamento durante a conjugação. Por isso, o verbo não deve ser classificado de forma isolada.
Tempo, modo, número e pessoa
O tempo indica quando o fato é apresentado. Em “fiz”, “faço” e “farei”, por exemplo, há diferentes referências temporais. Nem sempre, porém, o tempo verbal coincide exatamente com o momento cronológico da ação: em “vou sair”, o verbo está no presente, embora a ação esteja projetada para o futuro.
O modo mostra a atitude de quem fala. O indicativo apresenta certeza; o subjuntivo indica dúvida, hipótese ou possibilidade; e o imperativo expressa ordem ou sugestão. Assim, “Ele estuda para concursos” apresenta o fato como real, enquanto “Talvez ele estude para concursos” indica uma possibilidade.
Número e pessoa mostram quem participa do discurso e se o verbo está no singular ou no plural. A primeira pessoa corresponde a quem fala; a segunda, a quem ouve; e a terceira, à pessoa de quem se fala. Também é importante separar modo e tempo: “estudasse” está no subjuntivo e no pretérito imperfeito, enquanto “estudaria” está no indicativo e no futuro do pretérito.
Conjugação e função na oração
Os verbos são divididos em três grupos de conjugação. A primeira reúne os terminados em “-ar”, como amar, estudar e trabalhar. A segunda inclui os terminados em “-er”, como vender, escrever e correr. A terceira é formada pelos terminados em “-ir”, como partir, assistir e dividir.
Essa classificação considera o infinitivo. Nos verbos regulares, o radical permanece e as formas seguem o modelo do grupo ao qual pertencem. Em “estudar”, por exemplo, o radical é “ESTUD”, parte que concentra o sentido principal.
Quanto à função na oração, o verbo pode ser principal, auxiliar ou de ligação. Em “Os candidatos estão estudando”, “estão” é auxiliar e “estudando” é principal. Já em “A prova está difícil”, “está” liga o sujeito à característica atribuída a ele. O contexto importa: em “João está em casa”, o verbo indica localização.
Transitividade e outras classificações
O verbo intransitivo tem sentido completo e não exige complemento, como em “O bebê nasceu”. O transitivo direto pede complemento sem preposição obrigatória: em “O candidato estudou a matéria”, “a matéria” é objeto direto. O transitivo indireto exige preposição, como em “O candidato precisa de ajuda”. Há ainda o verbo transitivo direto e indireto, que pede dois complementos, como em “O professor entregou o material aos alunos”.
A transitividade depende da oração. “Assistiu ao filme” apresenta uso transitivo indireto, enquanto “assistiu o paciente” apresenta uso transitivo direto.
Também existem verbos regulares, irregulares, defectivos, abundantes e anômalos. Os irregulares alteram o radical ou as terminações; os defectivos não apresentam, tradicionalmente, todas as formas; e os abundantes têm mais de uma forma de particípio. Em construções com ter ou haver, emprega-se tradicionalmente o particípio regular, como em “havia imprimido”. Com ser ou estar, é comum a forma irregular, como em “foi impresso”.
Nos verbos pronominais, pronomes como me, te, se, nos e vos participam da estrutura verbal. No reflexivo, o sujeito pratica e recebe a ação. No recíproco, os integrantes de um grupo praticam a ação mutuamente.
A melhor estratégia para resolver questões é observar a oração completa, os complementos e a relação estabelecida entre os termos. O mesmo verbo pode mudar de classificação conforme o contexto.







