São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Stellantis avalia tecnologia chinesa para o futuro da Maserati

Acordo com JAC e Huawei pode levar plataforma da Maextro a um novo carro elétrico da Maserati até o fim de 2027.

A Stellantis negocia uma parceria com a JAC e a Huawei para garantir o futuro da Maserati. A proposta prevê o uso da plataforma da Maextro, marca de luxo criada em 2024 pela JAC em colaboração com a Huawei.

As conversas ainda são mantidas em sigilo, mas um anúncio oficial é esperado por volta de dezembro. O plano envolve uma nova geração de carros da Maserati com design italiano, tecnologia da Huawei e engenharia de chassi da JAC.

Na China, a Maextro combina as áreas de atuação das duas empresas. A Huawei fornece o design, os sistemas de entretenimento baseados no HarmonyOS e a tecnologia de condução autônoma, enquanto a JAC cuida da produção e da engenharia de chassi.

O acordo também inclui a Harmony Intelligent Mobility, ecossistema automotivo da Huawei. A parceria pode começar pelo desenvolvimento conjunto de um veículo elétrico inédito, com lançamento previsto até o final de 2027. A Maextro contribuiria com a tecnologia, e a Maserati com o design, a imagem da marca e sua rede internacional de vendas.

Esse primeiro modelo teria uma identidade dupla: seria vendido na China com a marca Maextro e, em outros mercados, com o logotipo da Maserati. Para a Stellantis, a negociação permitiria acesso rápido às tecnologias do ecossistema Huawei-JAC sem grandes custos. Para as empresas chinesas, abriria um canal de vendas no segmento de luxo fora da China.

Queda nas vendas

A Maserati ficou praticamente fora do plano FaSTLAne 2030, apresentado em maio, e enfrenta redução da linha e falta de produtos novos e competitivos. Em 2024, Ghibli, Levante e Quattroporte deixaram de ser produzidos. Os sucessores elétricos foram cancelados por inviabilidade financeira.

As vendas somaram 11.400 unidades, ante 26.600 em 2023. O prejuízo operacional foi de 260 milhões de euros, aproximadamente R$ 1,3 bilhão.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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