São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Jimny Sierra usado: o que avaliar antes de comprar o 4×4 compacto

Com construção simples e vocação para trilhas, o Suzuki Jimny Sierra usado exige atenção à manutenção e ao estado da suspensão.

Jimny Sierra usado: o que avaliar antes de comprar o 4×4 compacto
Foto: Fernando Pires/Quatro Rodas

O Suzuki Jimny Sierra combina dimensões compactas com uma estrutura feita para o fora de estrada. Revelado no Salão do Automóvel de 2018, começou a ser importado do Japão no final de 2019, já como modelo 2020. No mercado de usados, aparece como alternativa para quem quer um 4×4 capaz de enfrentar trilhas sem abrir mão de recursos presentes no uso urbano.

Projeto compacto e robusto

O modelo tem 3,64 m de comprimento, 1,64 m de largura e 2,25 m entre os eixos. A construção usa chassi separado da carroceria, tração 4×4 parcial e eixos rígidos. Esse conjunto favorece o desempenho fora de estrada, mas também deixa claro que o Jimny Sierra não foi pensado como carro familiar.

O interior acomoda melhor duas pessoas. O banco traseiro ficou mais espaçoso em relação à geração anterior, mas o porta-malas encolheu de 113 para 85 litros. O câmbio automático passou a fazer parte da receita, junto de central multimídia, controle de estabilidade ESP e controle de descida em declives HDC.

O motor é o K15B 1.5, movido a gasolina e construído totalmente em alumínio. Ele tem duplo comando de válvulas acionado por corrente, com variação no comando de admissão, e entrega 108 cv a 6.000 rpm e 14,1 kgfm a 4.000 rpm.

Com 1.135 kg, o Jimny Sierra vai de 0 a 100 km/h em 15 segundos. O consumo informado é de 12,3 km/l no uso urbano e 12,9 km/l na estrada.

Versões e equipamentos

Na configuração 4You, o único opcional é o câmbio automático. A 4Style costuma ser mais procurada por trazer ar-condicionado digital, rodas de liga leve aro 16, iluminação de LED, bancos com detalhes em couro, cobertura rígida para o estepe, teto com acabamento black piano e aerofólio.

A versão 4Sport, lançada em 2023 sobre a base da 4You, acrescenta snorkel, pneus Pirelli Scorpion, rodas pretas, bagageiro no teto, proteção metálica para o motor, protetores laterais das caixas de ar e ganchos de ancoragem.

Em 2024, a 4Expedition passou a oferecer uma preparação ainda mais voltada às trilhas. O bagageiro ganhou uma escada traseira, enquanto a suspensão foi elevada em cerca de 2 polegadas. Com isso, melhoraram o vão livre e os ângulos de ataque e de saída.

Pontos para conferir no usado

A importação terminou porque o modelo não conseguiu atender aos novos limites de emissões do Proconve L8. A saída do catálogo contribuiu para valorizar os exemplares seminovos. A manutenção é facilitada pela simplicidade do projeto e pode ser feita por oficinas independentes, mas muitas peças não estão disponíveis para entrega imediata. Por isso, há oferta de componentes no mercado paralelo.

No motor K15B, a folga das válvulas precisa ser verificada periodicamente e ajustada a cada três anos ou 45.000 km. A embreagem também merece atenção: como o torque máximo aparece a 4.000 rpm, o desgaste pode ser maior no uso fora de estrada, especialmente com a atuação do diferencial autoblocante.

Falhas no sistema 4×4 podem estar relacionadas às linhas pneumáticas, às válvulas solenoides ou aos retentores dos cubos de roda. Já vibrações e trepidações no volante entre 40-50 km/h ou 60-70 km/h podem indicar desgaste dos rolamentos do pino mestre, das buchas ou problemas no amortecedor de direção e no balanceamento dos pneus.

Também é preciso testar carros com suspensão elevada. A alteração no ângulo de cáster pode deixar a direção vaga e imprecisa. Antes de fechar negócio, vale verificar se a correção foi feita pela oficina responsável pela instalação do kit.

Relato de proprietário

Ulisses Moreira de Souza, 38 anos, auditor fiscal de Cuiabá (MT), destaca a combinação entre o visual e a capacidade fora de estrada. Para ele, o modelo mantém recursos como ar-condicionado, câmbio automático, central multimídia e auxílios eletrônicos de tração e estabilidade.

O proprietário também aponta limitações: considera o veículo mais adequado a solteiros ou casais sem filhos, afirma que o bagageiro de teto se torna necessário com os bancos traseiros ocupados e sente falta de torque nas trilhas e de potência na estrada. Na avaliação dele, um motor de 2 litros seria ideal.

Como alternativa de outra categoria e faixa de preço, o Jeep Wrangler também usa carroceria separada do chassi e eixos rígidos. Ele oferece mais espaço, motorizações 2.0 turbo ou V6 e portas e teto removíveis.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5