São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Honda prepara ofensiva de híbridos com novo CR-V e meta global até 2030

Nova geração híbrida terá custo de fabricação 30% menor e estreia no CR-V, cuja produção começa no Canadá em fevereiro de 2027.

Honda prepara ofensiva de híbridos com novo CR-V e meta global até 2030
Foto: Fernando Pires/Quatro Rodas

A Honda pretende ampliar a produção global de veículos eletrificados para 2,5 milhões de unidades por ano até 2030. A estratégia inclui uma ofensiva de 15 novos híbridos na América do Norte até 2029, depois que a fabricante cancelou três projetos de veículos elétricos, incluindo dois previstos para 2026.

O primeiro modelo da nova fase será o Honda CR-V. A produção da próxima geração de híbridos plenos, conhecidos como HEV, começará no Canadá em fevereiro de 2027. A marca também prepara um SUV de grande porte, com 5 metros de comprimento, e uma versão da Acura baseada no próprio CR-V.

Sistema híbrido mais barato

A quinta geração do sistema híbrido foi desenvolvida para reduzir em 30% os custos de fabricação. A Honda também projeta uma melhora superior a 10% no consumo de combustível.

Nos Estados Unidos, as vendas da Honda cresceram 4%, enquanto a procura por veículos híbridos aumentou 9%. O avanço ocorre em um cenário em que os carros elétricos puros enfrentam dificuldades relacionadas à infraestrutura de recarga, enquanto os híbridos ganham espaço entre os consumidores.

No CR-V, o conjunto mecânico manterá o motor de quatro cilindros 2.0 com injeção de combustível, mas terá novo desenvolvimento e será combinado a dois motores elétricos inéditos. O modelo também receberá o sistema S+ Shift, apresentado inicialmente no conceito do novo Prelude. A tecnologia simula eletronicamente trocas de marcha.

Plataforma e controle do veículo

A linha renovada usará uma plataforma modular inédita, com redução de 90 kg em relação à base atual. O chassi terá flexibilidade torcional calculada para ajudar a filtrar as imperfeições do piso antes que elas cheguem à cabine.

O Honda Motion Management System será o gerenciador de estabilidade. Sensores inerciais acompanharão seis eixos do veículo, permitindo intervenções constantes nos freios e no envio de torque elétrico. A proposta é tornar as reações do carro mais naturais e previsíveis em curvas fechadas.

A meta de produção global inclui fábricas na Ásia e nos Estados Unidos. Na América do Norte, a Honda busca preencher o espaço deixado pelos projetos elétricos cancelados com uma sequência ampliada de modelos híbridos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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