O combustível usado nos testes oficiais de carros flex é o gasool, também chamado de gasohol. A mistura reúne gasolina e etanol para representar as condições de abastecimento dos motoristas nos ensaios do Inmetro.
A definição segue uma cadeia de normas. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elabora as regras usadas nos testes, inclusive no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV). O programa estabelece as médias de consumo e os níveis de emissões dos veículos homologados no Brasil.
Para determinar as propriedades físico-químicas dos combustíveis, a ABNT considera as resoluções da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com João Nery, diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro, os modelos flex são avaliados com a mistura de gasolina e etanol justamente para reproduzir o abastecimento encontrado na prática.
Regras para gasolina e etanol
A gasolina dos ensaios segue a Resolução ANP nº 6/2005. Já o etanol pode ser anidro ou hidratado, conforme a Resolução ANP nº 5/2005.
As normas não estabelecem uma porcentagem exata para a combinação dos dois combustíveis nos veículos bicombustíveis. Há, porém, uma proporção definida para os testes exclusivos de carros a gasolina: 78% de gasolina e 22% de etanol, mistura identificada como E22.
Para formar o gasool usado nos modelos flex, a proporção supera esse parâmetro. Ela também fica acima do limite de etanol da gasolina comum vendida nos postos brasileiros, que pode ter até 32% de etanol, na composição E32, desde agosto.







