São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Carros

Caravan SL 1992 mantém visual original e chega ao mercado por R$ 59 mil

Perua de entrada da Chevrolet preserva documentos, equipamentos e detalhes de fábrica no último ano de produção do modelo.

A originalidade é o principal destaque de uma Chevrolet Caravan SL 1992 anunciada por R$ 59 mil. O exemplar conserva características da versão de entrada, sem os emblemas das configurações Comodoro e Diplomata, que muitas unidades receberam ao longo dos anos.

A perua foi localizada pela Gustavo Brasil Antigos. No painel, o carro registra pouco mais de 56 mil km, mas a avaliação é que a quilometragem real esteja próxima de 156 mil km. O modelo usa motor 2.5 carburado de quatro cilindros a gasolina e tem direção hidráulica, equipamento encomendado quando o veículo era novo.

Documentos e detalhes preservados

A direção hidráulica foi fornecida pela extinta Casa Arthur Haas, de Belo Horizonte (MG). A concessionária ficou conhecida pelas plaquetas metálicas instaladas na carroceria dos carros zero-quilômetro. A Caravan ainda mantém esse identificação, além do antigo recibo de transferência e da nota fiscal de compra com o nome da empresa.

O interior segue a proposta simples da versão SL. As portas usam materiais em courvin, enquanto os bancos têm tecido navalhado do tipo veludo. Segundo Gustavo Brasil, a aba lateral esquerda do banco do motorista foi refeita seguindo o padrão original.

O painel reúne velocímetro com escala de até 220 km/h, marcador de combustível e indicador da temperatura da água do motor. O rádio toca-fitas Bosch San Francisco continua funcionando, assim como os comandos internos.

O carro sempre esteve na capital mineira e conserva a placa cinza original de 1991, com lacre de chumbo. A loja também informa que pode emitir a documentação e a placa preta de colecionador caso o comprador deseje.

A trajetória da perua

Apresentada no Salão do Automóvel de 1974 e lançada no mercado em 1975, a Caravan nasceu como derivada do Opala. Durante quase duas décadas, tornou-se uma das principais opções de carro familiar no Brasil, em uma época em que Volkswagen Santana Quantum e Ford Belina disputavam o mesmo público.

A origem do projeto está na alemã Opel, que vendia a Rekord Caravan com duas ou quatro portas. No Brasil, o modelo foi oferecido somente com duas portas. O porta-malas podia chegar a 1.950 litros com o rebatimento dos bancos traseiros, enquanto a distância entre-eixos era de 2,66 metros.

No início, a linha tinha as versões Standard, com motor 151 de 2,5 litros e 85 cv, e Comodoro, equipada com o propulsor 250-S 4.1 de 171 cv. Em 1978, a Chevrolet lançou a SS, disponível com o motor 151-S de 98 cv ou com o 250-S de seis cilindros em linha e 171 cv.

A primeira grande atualização veio em 1980, com faróis retangulares, nova grade, capô mais acentuado e para-choques maiores. Em 1986, a GM acrescentou a versão Diplomata. A configuração SL apareceu na linha 1988 como opção de entrada, ao lado da Comodoro SL/E e da Diplomata SE.

A última atualização ocorreu em 1991, com para-choques envolventes, janelas sem quebra-vento e rodas de aro 15 com pneus 195/65. Em 1992, a Caravan deixou a linha de montagem da General Motors em São José dos Campos (SP), encerrando 17 anos de produção. A última unidade foi configurada como ambulância. Em 1993, a Omega Suprema passou a ocupar o lugar do modelo.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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