O presidente da China, Xi Jinping, iniciou uma visita de Estado de três dias a Washington, onde discutirá com Donald Trump a trégua comercial entre os dois países, a inteligência artificial (IA) e a guerra no Irã.
Trump recebeu Xi na Base Andrews, nos arredores da capital americana. A iniciativa é considerada incomum para presidentes dos Estados Unidos em visitas de líderes estrangeiros. Na Casa Branca, após a cerimônia, Trump afirmou que o primeiro contato havia sido positivo.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, informou que Washington e Pequim prorrogaram até janeiro o acordo de distensão econômica. A trégua, que terminaria em 10 de novembro, ficará em vigor até 10 de janeiro. O entendimento prevê redução das tarifas aplicadas pelos dois países e a ampliação de algumas isenções tarifárias pelos Estados Unidos.
Xi declarou que China e Estados Unidos devem atuar como parceiros, e não rivais. Ele também afirmou que pretende conversar com Trump sobre temas centrais da relação bilateral e sobre a situação mundial.
Inteligência artificial e guerra no Irã
As conversas devem incluir a guerra no Oriente Médio e os receios provocados pelo avanço da IA. China e Estados Unidos disputam a liderança nessa área, e há poucas expectativas de um acordo. Em reuniões preliminares, Scott Bessent e He Lifeng discutiram a criação de um canal de comunicação para tratar das preocupações relacionadas à tecnologia.
A guerra no Irã também provoca divergências. Setores mais duros em relação à China criticaram a recepção oferecida por Trump, em meio a relatos de que Pequim teria fornecido informações de inteligência ao Irã para ataques contra tropas americanas.
O senador republicano Roger Wicker, presidente do Comitê de Serviços Armados do Senado, criticou a presença de Xi. O secretário de Estado, Marco Rubio, defendeu que os líderes das duas maiores potências armamentistas mantenham diálogo.
A visita será encerrada na manhã de sexta-feira, com um chá para os casais presidenciais e uma passagem pelos Arquivos Nacionais, que guardam a Declaração de Independência dos Estados Unidos. A programação também inclui um show aéreo militar e uma saudação com 21 tiros de canhão.








