São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Uber e motorista devem pagar US$ 40 milhões após morte em rodovia

Decisão responsabilizou a empresa e Vu Tran pela morte de Emily Normandin-Parker, deixada na State Route 73 após uma discussão.

Uber e motorista devem pagar US$ 40 milhões após morte em rodovia

A Uber e o motorista Vu Tran foram responsabilizados pela morte de Emily Normandin-Parker, de 23 anos, atropelada depois de ser deixada em uma rodovia. A decisão determina o pagamento de US$ 40 milhões aos pais da jovem, Carol Normandin e Ken Parker, além de US$ 300 mil para Luna Moore, amiga que estava no carro.

O caso foi analisado pelo juiz aposentado Richard A. Stone, que atuou como árbitro. Ele considerou a empresa e Tran conjunta e solidariamente responsáveis e fixou US$ 20 milhões para cada um dos pais de Emily.

O que aconteceu

Emily e Moore voltavam para casa após uma noite fora em 2023 quando Moore passou mal durante a viagem. Tran parou na State Route 73, no condado de Orange, e mandou as duas descerem. Stone classificou o local como “inseguro e ilegal”.

Segundo a decisão, o motorista discutiu com Moore por causa de uma taxa de limpeza e poderia ter usado uma saída próxima para parar em um ponto seguro. Depois que as duas foram deixadas, Emily entrou na rodovia e morreu ao ser atingida por um veículo.

Tran teria telefonado para a Uber para pedir que a taxa de limpeza fosse cobrada da conta da jovem. O juiz afirmou que o motorista demonstrou “muito mais preocupação com seu carro novo do que com seus passageiros”.

Os advogados da família disseram que havia reclamações anteriores contra Tran no processo de arbitragem. Um passageiro descreveu uma viagem com ele como “a menos segura” que já havia experimentado, enquanto outro afirmou que “ele não sabe dirigir”.

Stone também rejeitou o argumento de que a Uber seria apenas uma intermediária entre passageiros e motoristas. Para o árbitro, a empresa oferece ativamente serviços de transporte, define tarifas e supervisiona pontos essenciais da experiência dos passageiros na plataforma.

A Uber afirmou que o árbitro errou ao responsabilizar legalmente a empresa. Um porta-voz disse que a companhia atualizou seus protocolos de segurança, com novas orientações aos motoristas sobre os locais onde passageiros podem ou não ser deixados.

Os pais informaram que o dinheiro será destinado à Emily Normandin-Parker Foundation, criada em memória da filha para defender padrões mais rigorosos de segurança e maior responsabilização no transporte por aplicativos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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