São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Toyota confirma Hilux movida a hidrogênio para a Europa em 2028

Picape terá autonomia superior a 400 km e reboque de até 2.500 kg, mas a infraestrutura de abastecimento ainda é limitada.

Toyota confirma Hilux movida a hidrogênio para a Europa em 2028
Foto: Divulgação/Toyota

A Toyota confirmou a produção da Hilux FCEV, picape movida por células de combustível de hidrogênio. O modelo tem chegada prevista ao mercado europeu em 2028, ao lado de versões a diesel e elétricas. O anúncio foi feito durante o Salão Internacional de Transportes (IAA Transportation), em Hannover, na Alemanha.

A fabricante informa que a picape terá autonomia superior a 400 km, pelo ciclo WLTP, e poderá rebocar até 2.500 kg. A Hilux elétrica, em comparação, alcança 257 km no mesmo ciclo e reboca entre 1.600 e 2.000 kg, conforme a configuração. Já a versão atual a diesel suporta até 3.500 kg de reboque.

Abastecimento ainda é um limite

A oferta do modelo pode ficar restrita porque a Europa tem atualmente 179 postos de abastecimento de hidrogênio em operação, de acordo com dados do Observatório Europeu de Hidrogênio.

No teaser divulgado pela Toyota, a picape média aparece com uma nova assinatura luminosa e luzes diurnas segmentadas.

Projeto começou em 2022

O desenvolvimento da Hilux FCEV começou em 1º de julho de 2022. Alguns protótipos foram apresentados na fábrica da Toyota em Derby, na Inglaterra, com apoio financeiro do governo do Reino Unido para os custos do projeto. Os testes em condições reais começaram em 2024, com dez protótipos.

O conjunto mecânico usado nos protótipos era o mesmo do Mirai: motor elétrico de 182 cv e 30,6 kgfm. O sistema oferece torque instantâneo, baixo ruído do motor e emissão zero, pois libera apenas água ao final do processo.

Durante os testes, a Hilux alcançou autonomia de 600 km. O hidrogênio era armazenado em três tanques, com capacidade total de 7,8 kg, instalados no chassi de longarinas. A pilha, formada por 330 células de combustível, ficava sob o eixo traseiro. A bateria de íons de lítio era montada abaixo da caçamba. A Toyota ainda não informou se a versão de produção manterá essa configuração.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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