São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Tebet questiona Derrite sobre PL das Facções e contrato com Banco Master

Em debate ao Senado por São Paulo, candidatos trocaram acusações sobre segurança pública, organizações criminosas e o Banco Master.

Simone Tebet acusa Derrite de “proteger chefes de facções” e cobra explicações sobre Master
Foto: Reprodução/Youtube

Simone Tebet (PSB) e Guilherme Derrite (PP) trocaram acusações sobre segurança pública, o chamado PL das Facções e o Banco Master durante um debate entre candidatos ao Senado por São Paulo nesta segunda-feira (21).

Tebet criticou a atuação de Derrite na Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e na Câmara dos Deputados. Para ela, o projeto relatado pelo deputado teria concentrado as punições nos integrantes de menor escalão das organizações criminosas e retirado mecanismos que poderiam atingir os chefes das facções.

“[O projeto] puniu o andar de baixo, o pequenininho que está com a arma na mão, mas protegeu as organizações criminosas”, afirmou a candidata. Entre os pontos citados por Tebet estão mudanças ligadas à competência do Tribunal do Júri e ao combate ao patrimônio das organizações criminosas.

Derrite negou que sua atuação tenha favorecido facções. Ele defendeu o PL das Facções como uma ferramenta jurídica para combater a lavagem de dinheiro e citou medidas relacionadas ao perdimento de bens e à intervenção em empresas usadas para esse tipo de crime.

Debate sobre o Banco Master

O caso do Banco Master também foi levado para a discussão. Tebet afirmou que o PP deveria explicar as relações de dirigentes do partido com o banqueiro Daniel Vorcaro. Depois, questionou Derrite sobre a renovação de um contrato com a instituição quando ele ocupava a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.

“Quando foi secretário de Segurança Pública, agora no finalzinho do ano passado, depois do escândalo já todo denunciado, quase às vésperas da prisão desse banqueiro, aceitou que a Secretaria de Segurança Pública renovasse um contrato com Banco Master”, disse Tebet.

A candidata afirmou que o contrato estaria relacionado a uma operação de crédito consignado para servidores públicos militares e declarou que Derrite ainda não havia apresentado explicações sobre o tema.

Derrite negou ter relação pessoal ou contratual com o Banco Master. Também disse que nunca recebeu nem conversou com Daniel Vorcaro ou representantes da instituição. Segundo o candidato, o crédito consignado foi contratado antes de sua gestão, em 2022, diretamente com a Polícia Militar, sem interferência da Secretaria de Segurança Pública.

Segurança pública

Antes da discussão sobre o projeto, Tebet criticou a situação da segurança pública paulista. Ela afirmou que a Polícia Civil estaria sucateada, com falta de policiais e baixa taxa de conclusão das investigações. A candidata também questionou a política de valorização dos agentes e mencionou a saúde mental dos policiais.

Derrite atribuiu os problemas à impunidade e defendeu mudanças na legislação criminal. Ele também criticou Tebet por ter integrado o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que ela esconderia seus apoios políticos durante a campanha.

Tebet respondeu que não esconde o apoio a Lula e afirmou ter orgulho de ter participado do governo, apesar de divergências políticas e econômicas. Na sequência, voltou a questionar a atuação de Derrite e retomou o caso do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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