São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Suspeição de Kassio amplia pressão sobre campanha de Flávio Bolsonaro

Decisão do ministro muda o foco da sessão do STF e envolve outros ministros, a PF e a atuação de André Mendonça no caso Moraes.

Impedimento de Kassio surpreende campanha de Flávio Bolsonaro
Foto: 2: Reprodução

A decisão de Kassio Nunes Marques de se declarar suspeito na sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso envolvendo Alexandre de Moraes surpreendeu integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Para aliados, o movimento dificulta manter a crise concentrada no ministro e explorar politicamente um confronto direto com ele.

A expectativa do entorno de Flávio era que a sessão mantivesse a pressão sobre Moraes e reforçasse o discurso de desgaste do Supremo. Com a suspeição de Kassio, porém, o caso passou a atingir um número maior de ministros e ganhou novos pontos de debate.

Aliados de Flávio também acompanham a estratégia do grupo que apoia Alexandre de Moraes. Na avaliação deles, a sessão passou a incluir a atuação de André Mendonça, a condução da Polícia Federal e os efeitos de novas revelações sobre outros integrantes do STF.

A decisão tem peso institucional adicional porque Kassio preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que ocupa uma posição importante no ambiente da disputa de 2026.

O que está em análise

A sessão do STF analisa um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens e outros registros usados para apontar uma relação próxima entre Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Antes de avaliar se o conteúdo justifica abrir uma investigação contra Moraes, o plenário deve examinar um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular o documento.

A PGR afirma que André Mendonça determinou a produção do relatório sem pedido prévio do Ministério Público ou da própria Polícia Federal e sem levar a medida antes ao plenário.

Mesmo se a nulidade for aprovada, há ministros que consideram possível encerrar o caso sem analisar o conteúdo das mensagens. Outros avaliam que os elementos já conhecidos ainda podem ser discutidos para decidir sobre a abertura de uma nova investigação.

A sessão ocorre em meio a uma disputa sobre o acesso às provas e a condução das investigações por André Mendonça. Antes do encontro, ministros discutiram quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.

Na segunda-feira (14), a Polícia Federal informou ter entregado aos gabinetes de Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes cópias dos dados extraídos do celular apreendido de Daniel Vorcaro. No mesmo dia, Mendonça retirou o sigilo de um processo com detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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