São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Artesp suspende Trivia Trens e devolve linhas 11, 12 e 13 à CPTM

A decisão ocorreu após falhas operacionais, incluindo um princípio de incêndio e interrupções no serviço ferroviário.

Falhas fizeram as operações das linhas 11, 12 e 13 serem devolvidas à CPTM
Foto: Reproducão/jon_univers

A Artesp suspendeu por 90 dias a operação da Trivia Trens nas linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Com a medida, a CPTM reassumiu temporariamente a operação e a manutenção dos trechos. Se o cronograma for mantido, a concessionária poderá voltar ao serviço em outubro.

A decisão ocorreu depois de uma série de falhas registradas poucos dias após a Trivia Trens assumir as linhas. A agência reguladora suspendeu a ordem de serviço que autorizava a atuação exclusiva da empresa e determinou o retorno do contrato à fase pré-operacional.

O episódio mais grave aconteceu em 23 de julho. Uma falha no fornecimento de energia provocou um princípio de incêndio perto do pátio de manutenção da região da Bresser-Mooca. Passageiros precisaram caminhar pelos trilhos, e a circulação foi interrompida, afetando o sistema ferroviário e metroviário da capital.

No mesmo dia, outra falha elétrica já havia prejudicado o serviço. A operação foi totalmente retomada por volta das 14h. A linha 12-Safira funcionou durante a manhã somente entre Tatuapé e Calmon Viana e foi a última a ter o serviço normalizado.

Em nota, a CPTM confirmou que foi notificada e afirmou ter "todas as condições técnicas e operacionais" para reassumir temporariamente as linhas. A Trivia Trens lamentou o ocorrido e declarou "compromisso em investigar profundamente as causas técnicas que levaram ao ocorrido e impactaram tantas pessoas nos seus deslocamentos".

Inquérito do Ministério Público

Em 28 de julho, o Ministério Público de São Paulo instaurou um inquérito civil para investigar a qualidade do serviço nas três linhas. A portaria registra mais de sete falhas operacionais graves nos três primeiros dias de operação da Trivia Trens.

A apuração também envolve a CPTM, a Artesp e o Estado de São Paulo, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O Ministério Público afirma que as linhas já tinham histórico de falhas quando eram operadas exclusivamente pela CPTM e defende uma análise da qualidade do serviço, seja sob gestão pública ou privada.

Os ferroviários que decidiram pela greve desta terça-feira reivindicam a reversão das concessões e privatizações, incluindo as linhas 11, 12 e 13, além da garantia de empregos e direitos durante a transição para a iniciativa privada.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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