Domingo, 6 de setembro de 2026
Brasil

Resgates no Nepal encontram sobreviventes dez dias após avalanche

Um trabalhador chinês e uma mulher nepalesa foram retirados com vida de áreas atingidas por lama no país.

Resgates no Nepal encontram sobreviventes dez dias após avalanche

Duas pessoas foram encontradas com vida no Nepal neste sábado (5), dez dias depois de uma avalanche de gelo e lama atingir a região do Himalaia. Um trabalhador chinês estava dentro de um túnel, enquanto uma mulher nepalesa foi localizada em sua casa, parcialmente soterrada.

O balanço provisório da catástrofe foi atualizado para 1.331 mortos e cerca de 5.000 desaparecidos. Entre os desaparecidos estão turistas, peregrinos e trabalhadores estrangeiros. Na China, são 31 mortos e 531 desaparecidos, conforme registros da imprensa estatal chinesa.

Uma equipe formada por militares nepaleses e especialistas estrangeiros retirou o trabalhador chinês de um túnel do projeto hidrelétrico Upper Trishuli-1, no distrito de Rasuwa. Ele estava a 225 metros da entrada. Identificado apenas como Luhaitao, o homem apareceu em uma imagem apoiado nos ombros de dois socorristas e com as mãos cobertas de lama.

“Seu estado de saúde está sendo avaliado”, informou o Exército do Nepal. O trabalhador estava entre centenas de pessoas que desapareceram depois que o colapso de uma geleira provocou uma avalanche na fronteira entre China e Nepal, em 26 de agosto.

Mulher é levada de helicóptero

Quase no mesmo horário, Chandrika Shrestha, de 64 anos, foi resgatada de sua casa, que estava em grande parte coberta pela lama. Moradora do distrito de Nuwakot, uma das áreas mais atingidas, ela foi levada de helicóptero a Katmandu para receber atendimento médico, informou a polícia.

Na sexta-feira, dois trabalhadores nepaleses de uma hidrelétrica também haviam sido retirados do túnel de Trishuli 3A. O porta-voz do Exército nepalês, Raja Ram Basnet, afirmou que as equipes continuam trabalhando nos túneis para procurar possíveis sobreviventes.

O governo estima que mais de 7.500 casas e 48 prédios públicos foram destruídos. Também foram afetados 55 quilômetros de estradas, cerca de cem pontes, mais de 1.800 hectares de terras agrícolas e 13 barragens em construção.

“As autoridades trabalham ativamente para reparar as estradas, restabelecer o fornecimento de energia elétrica e as telecomunicações (...) e garantir o abastecimento oportuno às pessoas afetadas”, informou o Ministério das Relações Exteriores. O chanceler Shisir Khanal calculou que a reconstrução vai custar vários bilhões de dólares.

A ONU pediu cerca de US$ 50 milhões (R$ 256 milhões) para atender às necessidades básicas de 84.000 vítimas. Com os necrotérios lotados, cerca de 1.030 corpos foram enterrados em valas comuns após a coleta de amostras de DNA. Famílias ainda procuram informações sobre parentes desaparecidos em hospitais, delegacias e órgãos públicos.

O primeiro-ministro Bamendra Shah anunciou que a bandeira nepalesa voltou a ser hasteada na região devastada, no norte do país, na fronteira com a China.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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