SANTIAGO — Estudantes e policiais entraram em confronto nesta quinta-feira (1º), no centro de Santiago, durante uma manifestação contra possíveis cortes na educação pública do Chile. De acordo com o Ministério do Interior, dezessete pessoas foram detidas.
A mobilização ocorreu um dia depois de o presidente José Antonio Kast apresentar seu projeto de orçamento para 2027. Os detalhes da proposta ainda não eram conhecidos quando organizações estudantis convocaram o ato sob o lema “Nem um peso a menos para a educação”.
Segundo as autoridades, cerca de 6 mil pessoas participaram da manifestação. No início, milhares de estudantes marcharam em clima festivo, com cartazes em defesa da educação, da praça Itália até o palácio presidencial de La Moneda.
Os carabineiros bloquearam a passagem depois que os manifestantes percorreram cerca de 800 metros. A polícia usou gás lacrimogêneo e jatos d’água para dispersar o grupo. Alguns participantes responderam com pedras, garrafas e pedaços de pau.
Durante o protesto, manifestantes cantaram “E vai cair, e vai cair, a educação de Pinochet!”, em referência ao favorecimento do ensino privado durante a ditadura militar, entre 1973-1990. Uma mulher vestida de preto enfrentou os jatos de água com os braços abertos e segurou uma cabeça de manequim com a imagem de Kast.
Na quarta-feira, o presidente afirmou em uma mensagem televisionada que manteria a gratuidade do ensino superior público para mais de 600 mil estudantes. Meses antes, o governo havia proposto limitar esse direito. Kast não informou se reduziria o orçamento destinado às universidades.
O governo também anunciou aumento de recursos para a segurança, de +9,1%, e para os fundos voltados a crescimento e emprego, de +8,1%. A segurança é uma das principais bandeiras da administração.








