São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Presidência do TSE é alvo de críticas por decisões favoráveis a Flávio Bolsonaro

Kassio Nunes enfrenta suspeitas ligadas ao Banco Master e questionamentos sobre sua atuação no tribunal eleitoral.

Sob suspeita no caso Banco Master, Kassio Nunes usa a caneta no TSE para blindar a extrema direita

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes, é alvo de suspeitas relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e de críticas por decisões tomadas em favor de Flávio Bolsonaro. As acusações ainda estão sob investigação, mas envolvem contratos, mensagens e possíveis interesses do Banco Master nos tribunais superiores.

A Polícia Federal suspeita que um contrato de advocacia de R$ 427 milhões entre o Banco Master e a chamada “Turma do KN” tinha como objetivo favorecer interesses de Vorcaro. O grupo seria formado pelo desembargador Newton Ramos, do TRF-1, e pela advogada Camilla Ramos.

O contrato previa quase meio bilhão de reais caso fossem destravados R$ 8,5 bi em precatórios. A suspeita investigada é de venda de sentenças. Mensagens também mostram pedidos relacionados a Kassio Nunes, chamado de “KN” por Vorcaro, incluindo uma diária no Fasano. Em outra conversa, o banqueiro afirmou que poderia colocar a despesa em sua conta.

As mensagens também apontam que o filho do ministro recebia R$ 500 mil por mês de Daniel Vorcaro. Em dois anos de carreira como advogado, ele teria acumulado R$ 27,7 milhões em patrimônio.

Decisões no TSE

Na presidência do TSE, Kassio Nunes proibiu uma pesquisa eleitoral da Atlas/Intel solicitada por Flávio Bolsonaro. Depois, negou um pedido para retirar do ar um vídeo em que o senador acusava Lula de atuar em favor do PCC e do Comando Vermelho. O caso chegou ao plenário, que derrubou a decisão por 5 a 2.

Nesta semana, o ministro também determinou que Lula retirasse do ar um vídeo sobre o caso Master. Ministros e técnicos do TSE disseram ter identificado alinhamento entre Kassio Nunes e a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro.

Ao analisar Alexandre de Moraes no caso Master, Kassio Nunes declarou-se impedido. Ele afirmou que não se sentia confortável em participar do julgamento como presidente do TSE porque o caso poderia impactar as eleições de 2026.

A atuação do ministro passou a ser questionada porque, embora tenha se afastado do julgamento no Supremo Tribunal Federal, ele continuou decidindo no TSE sobre conteúdos eleitorais relacionados a Flávio Bolsonaro. As suspeitas sobre sua relação com Daniel Vorcaro e sobre possíveis favorecimentos seguem em investigação.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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