São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Operação Proteu prende suspeitos de golpe do falso parente em três estados

Polícia Civil de Pernambuco cumpriu cinco prisões e dez buscas contra grupo suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.

Operação Proteu prende suspeitos de golpe do falso parente em três estados

A Polícia Civil de Pernambuco cumpriu cinco mandados de prisão e dez de busca e apreensão durante a Operação Proteu, que investigou uma associação criminosa suspeita de aplicar fraudes eletrônicas e lavar dinheiro. As medidas foram realizadas em municípios de Pernambuco, Mato Grosso e Minas Gerais.

A operação foi divulgada nesta segunda-feira (28) e teve ações no Recife e em Olinda; em Mato Grosso, em Cuiabá e Barão de Melgaço; e, em Minas Gerais, em Montes Claros. A investigação foi coordenada pelas delegadas Viviane Santa Cruz, Erica Bezerra e Lígia Cardoso.

Como funcionava o golpe

De acordo com a Polícia Civil, os suspeitos usavam o nome e a fotografia de um familiar da vítima em um perfil falso. Depois, faziam uma ligação telefônica e interrompiam a chamada para continuar o contato por mensagens. Dessa forma, a vítima não conseguia reconhecer pela voz que não falava com o parente.

Na sequência, os criminosos criavam uma situação de urgência e pediam um pagamento imediato, geralmente com a promessa de devolver o dinheiro no dia seguinte. Os valores eram transferidos por Pix para contas de terceiros. Após o primeiro envio, novos pagamentos eram solicitados.

O caso começou a ser apurado depois do registro de um boletim de ocorrência e avançou de setembro de 2025 até este mês. A polícia identificou anúncios em redes sociais para captar contas bancárias. Um dos perfis usados tinha mais de 30 mil seguidores e oferecia pagamento pelo uso das contas.

Segundo a investigação, o grupo tinha funções distintas: alguns integrantes operavam os perfis falsos; outros anunciavam, compravam e repassavam credenciais; havia ainda responsáveis por testar acessos, autorizar pagamentos e movimentar as contas a partir de Mato Grosso e Minas Gerais. Parte do grupo recebia, fracionava e dispersava os valores.

As prisões são temporárias e, segundo a delegada Lígia Cardoso, servem para preservar a investigação. A Polícia Civil informou que ainda há mandados de prisão em aberto e que a apuração continua, com possibilidade de alcançar mais vítimas e investigados.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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