Os Prêmios Nobel serão anunciados entre 5 e 12 de outubro, em Estocolmo e Oslo, começando pela categoria de Medicina. A premiação foi criada a partir do desejo do sueco Alfred Nobel de reconhecer pessoas que contribuíram para o “bem da humanidade”.
Vencedores que estavam presos
Desde 1901, cinco ganhadores do Nobel da Paz estavam presos quando tiveram seus nomes anunciados. O alemão Carl von Ossietzky, jornalista e pacifista, estava em um centro de concentração nazista quando recebeu o prêmio, em 1936.
Aung San Suu Kyi, opositora birmanesa contemplada em 1991, vivia em prisão domiciliar. Ela foi autorizada pela junta militar de Mianmar a viajar a Oslo, mas decidiu não comparecer. Em 2010, o dissidente chinês Liu Xiaobo estava preso, e o prêmio foi colocado sobre uma cadeira vazia.
Em 2022, Ales Bialiatski, ativista bielorrusso de direitos humanos, foi representado pela esposa, Natalia Pinchuk. No ano seguinte, a iraniana Narges Mohammadi comemorou o Nobel de sua cela na prisão de Evin.
Os mais jovens e os mais velhos
A paquistanesa Malala Yousafzai tornou-se, em 2014, a pessoa mais jovem a ganhar um Nobel. Ela tinha 17 anos e recebeu o prêmio da Paz por sua atuação em favor da educação feminina.
O australiano Lawrence Bragg ganhou o Nobel de Física em 2015, aos 25 anos, ao lado do pai, por trabalhos feitos quando tinha 21. Nadia Murad, do Iraque, recebeu o Nobel da Paz em 2018, aos 25 anos, por seus esforços em favor da minoria yazidí.
O americano John B. Goodenough foi o premiado mais velho: ganhou o Nobel de Química em 2019, aos 97 anos, por trabalhos sobre baterias de íons de lítio. Um ano antes, seu compatriota Arthur Ashkin havia recebido o Nobel de Física aos 96 anos.
Regras e curiosidades
Desde 1974, a Fundação Nobel não permite prêmios póstumos, salvo quando o premiado morre depois do anúncio. Antes dessa regra, apenas duas pessoas mortas haviam sido contempladas: o poeta Erik Axel Karlfeldt, em 1931, e Dag Hammarskjöld, secretário-geral da ONU, em 1961.
Alfred Nobel também escreveu versos em sueco e inglês. Em uma carta, afirmou: “Não tenho a menor pretensão de qualificar meus versos como poesia.” No ano de sua morte, 1896, escreveu a tragédia “Nêmesis”.
Desde 1901, 68 dos 633 prêmios Nobel foram dados a mulheres, menos de 11%. Entre elas está Marie Curie, a primeira pessoa a ganhar dois Nobel: o de Física, em 1903, e o de Química, em 1911.








