A Nasa anunciou mais duas missões para colocar a nave Starliner, da Boeing, em operação. O plano prevê um teste sem tripulação à Estação Espacial Internacional (ISS) não antes de dezembro de 2026 e, depois, uma missão tripulada em 2028.
O anúncio foi feito nesta segunda-feira (28), meses depois de uma avaliação da própria agência sobre o primeiro teste tripulado da Starliner, realizado em 2024. A missão levou a nave à ISS, mas problemas no sistema de propulsão fizeram a Nasa decidir pelo retorno sem os astronautas.
Os americanos Suni Williams e Butch Wilmore, que estavam na missão, ficaram retidos na estação por mais de nove meses. A SpaceX, empresa de Elon Musk, foi encarregada de trazê-los de volta à Terra.
A análise da Nasa identificou falhas na Boeing e na própria agência espacial. Para o próximo voo, a expectativa é verificar se as correções recentes funcionaram. O administrador da Nasa, Jared Isaacman, disse que a missão servirá para “validar as medidas corretivas recentes”.
Depois do teste, a agência pretende reunir informações, aplicar outras mudanças recomendadas e planejar o voo tripulado Starliner 2 para 2028.
Por que a Nasa quer outra nave
A SpaceX anunciou que pretende encerrar a produção da nave Crew Dragon nos próximos anos. Desde 2020, o veículo é o único usado pelos americanos em viagens à ISS.
Mesmo com a vantagem da SpaceX sobre a Boeing, a Nasa quer manter uma segunda opção para transportar astronautas. A Starliner também poderia levar tripulantes a estações espaciais comerciais que devem substituir a ISS após a retirada da estação de órbita, prevista para por volta de 2030.








