São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Durigan afirma que empresa ligada a filme de Bolsonaro recebeu dinheiro ilícito

Ministro da Fazenda relacionou a Entre Investimentos ao Banco Master e a um esquema de lavagem de dinheiro investigado pelo MP-SP.

Patrocinador do filme de Bolsonaro recebeu do crime organizado, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a Entre Investimentos, empresa envolvida no financiamento do filme “Dark Horse”, recebeu recursos do Banco Master e do crime organizado. A produção retrata a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Patrocinador do filme de Bolsonaro recebeu do crime organizado, diz Durigan

A empresa é controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro. Ele é alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada pelo Ministério Público de São Paulo e pela Receita Federal.

Segundo o MP-SP, Mineiro prestava serviços de lavagem de dinheiro para um esquema criminoso no setor de combustíveis. O órgão também informou que o empresário movimentou R$ 1,2 milhão em espécie e R$ 1,6 bilhão em operações imobiliárias consideradas suspeitas.

Repasses para fundo nos Estados Unidos

Em delação premiada, Mineiro afirmou ter repassado mais de R$ 60 milhões a um fundo que custeou “Dark Horse”. O envio teria ocorrido a pedido de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, depois de pedidos e cobranças feitos pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

Mineiro relatou à Procuradoria-Geral da República que os recursos foram enviados ao Havengate Development Fund, nos Estados Unidos. O fundo é ligado a um advogado do deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL) e teria sido usado para receber o dinheiro destinado ao filme.

O empresário disse ter enviado pouco mais de US$ 12 milhões, valor apresentado como cerca de R$ 62 milhões na cotação atual. Afirmou ainda que os repasses foram determinados por Vorcaro após solicitações de Flávio Bolsonaro.

Durigan chamou a Entre de “entidade-chave da lavanderia do sistema financeiro nacional para as distribuidoras” de combustíveis. O ministro declarou que valores do Master e do crime organizado foram reunidos e usados para ocultar patrimônio, lavar dinheiro e corromper.

Mineiro fechou acordo de delação premiada com a PGR nas investigações sobre o Banco Master. A colaboração foi homologada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Flávio Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre a operação, e a Entre Investimentos não havia respondido aos pedidos de contato.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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