O romance O Vendedor de Sonhos: O Chamado, de Augusto Cury, vendeu mais de 2,5 milhões de exemplares no Brasil e ganhou uma adaptação cinematográfica disponível na Netflix. Publicado em 2008, o livro marcou a passagem do autor da autoajuda para a literatura de ficção.
A história acompanha Júlio César, um intelectual em profunda crise que é afastado da ideia de tirar a própria vida depois de conhecer um homem enigmático, chamado apenas de Mestre. De aparência humilde e vivendo às margens da sociedade, ele se apresenta como vendedor de sonhos e passa a reunir outras pessoas marcadas pelo sofrimento.
Em vez de oferecer respostas simples, o Mestre questiona Júlio César sobre seus medos, fracassos e desejos. A narrativa também aborda críticas ao consumismo, ao individualismo e à busca intensa pelo sucesso.
Do livro ao cinema
O sucesso do romance levou à criação de uma trilogia, que também inclui Revolução dos Anônimos e O Semeador de Ideias. Em dezembro de 2016, a obra ganhou uma versão para o cinema dirigida por Jayme Monjardim.
Dan Stulbach interpretou Júlio César, enquanto o uruguaio César Troncoso ficou com o papel do Mestre. O filme chegou aos cinemas em dezembro de 2016 e está disponível na Netflix desde maio de 2020. A adaptação teatral alcançou mais de 500 mil espectadores.
A produção cinematográfica também levou Stulbach a refletir sobre a própria existência, o vazio, a trajetória pessoal, as dificuldades do dia a dia e os momentos em que aparece a vontade de abandonar tudo.
Alcance internacional
Antes do romance, Augusto Cury já havia ganhado destaque nas livrarias com Nunca Desista de seus Sonhos, publicado em 2004. O Vendedor de Sonhos foi traduzido para mais de 60 idiomas e recebeu o prêmio de melhor ficção internacional na China em 2009.
Com a obra, Cury ampliou sua presença entre leitores interessados em histórias de forte carga emocional e consolidou espaço tanto na autoajuda quanto na ficção. A narrativa passou a circular também no cinema, no teatro e nas plataformas de streaming.








