São Bernardo do Campo, Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Brasil

Leão XIV encerra cortes salariais de cardeais e chefes do Vaticano

Decreto publicado nesta segunda-feira revoga, a partir de 1º de setembro de 2026, reduções adotadas durante a pandemia.

Leão XIV encerra cortes salariais de cardeais e chefes do Vaticano

O papa Leão XIV decidiu encerrar os cortes salariais aplicados a cardeais e altos funcionários do Vaticano. A medida, anunciada em decreto publicado nesta segunda-feira (14), começa a valer em 1º de setembro de 2026 e não terá efeito retroativo.

A redução havia sido determinada por Francisco em 2021, durante a pandemia de covid-19. Os salários dos cardeais foram diminuídos em 10%, enquanto os vencimentos dos altos funcionários dos dicastérios — órgãos equivalentes aos ministérios do Vaticano — tiveram corte de 8%.

No decreto pontifício, Leão XIV afirmou que as restrições foram adotadas para lidar com o impacto excepcional da crise sanitária, mas que agora podem ser retiradas. A decisão ocorre em um período de melhora nas finanças da Santa Sé.

Quanto recebem os cardeais

Estimativas indicam que um cardeal da Cúria, governo central da Igreja Católica, ganha entre 4.500 e 5.000 euros por mês. Os valores correspondem a cerca de 28 mil a 31 mil reais.

O banco do Vaticano informou, em seu relatório anual publicado em maio, um lucro líquido de 51 milhões de euros, equivalente a cerca de 317 milhões de reais. A instituição classificou o resultado como um ano recorde.

Leão XIV também cancelou um plano iniciado por Francisco para levar parte dos arquivos da Biblioteca do Vaticano para fora dos muros do microEstado, por causa da falta de espaço. No lugar da transferência, o atual pontífice decidiu construir um novo edifício dentro do Vaticano.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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