São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Itália veta burca e niqab em escolas e fixa teto para alunos com pouco italiano

Decreto de Giorgia Meloni limita a 30% por turma os estudantes com domínio insuficiente do idioma e prevê multa para pais.

Itália veta burca e niqab em escolas e fixa teto para alunos com pouco italiano

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, adotou nesta quinta-feira (24) um decreto-lei que proíbe o uso de burca e niqab nas escolas. A norma também limita a 30% por turma o número de alunos que não têm domínio adequado do italiano.

O governo prevê mais ferramentas para o aprendizado do idioma e determina que os serviços sociais sejam acionados quando um estudante apresentar sérias dificuldades de integração escolar. Nesses casos, os pais terão de participar de cursos gratuitos de italiano.

O descumprimento dessa obrigação pode levar a uma multa de até 1.000 euros (R$ 5.849).

Como fica o limite por turma

O teto de 30% para estudantes estrangeiros por sala já existia desde uma circular ministerial de 2010. A regra anterior, porém, permitia mudanças: o percentual poderia subir quando os alunos tivessem domínio adequado do italiano ou cair quando apresentassem pouco conhecimento do idioma.

A nova medida foi apresentada por Meloni como uma ação ligada à segurança. A primeira-ministra também afirmou que obrigar uma mulher ou uma adolescente a cobrir o rosto nega direitos fundamentais e dificulta a integração.

O ministro da Educação, Giuseppe Valditara, defendeu a iniciativa e disse que o domínio insuficiente do idioma atrapalha o progresso educacional. Ele também afirmou que a participação dos pais na trajetória escolar dos filhos é fundamental para o desempenho acadêmico.

A organização Save the Children criticou a possibilidade de crianças serem obrigadas a mudar de escola ou a estudar em uma instituição diferente da frequentada pelos colegas apenas por causa da nacionalidade ou do conhecimento limitado do italiano. Para a entidade, isso poderia criar alunos de “primeira e de segunda categoria”.

A líder da oposição, Elly Schlein, acusou o governo de promover “uma nova caça às bruxas às custas das crianças”. A integração de estrangeiros está entre os temas centrais da campanha para as eleições gerais do próximo ano.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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