São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Estudantes de Vertentes transformam casca de caju em pavers sustentáveis

Projeto de alunos da rede pública usa resíduo da castanha para criar blocos de pavimentação e está entre 30 semifinalistas de prêmio nacional.

Estudantes de Vertentes transformam casca de caju em pavers sustentáveis

Estudantes do 2º ano do Ensino Médio da Escola de Referência em Ensino Médio Gil Rodrigues, em Vertentes, no Agreste de Pernambuco, desenvolveram pavers usando casca de castanha de caju. A proposta é criar uma alternativa mais leve e econômica para calçadas e espaços comunitários.

O projeto Pavers Sustentáveis a partir da Casca de Castanha de Caju foi escolhido entre as 30 equipes semifinalistas da 13ª edição brasileira do Solve for Tomorrow. O programa é promovido pela Samsung e tem a coordenação geral do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) no Brasil.

A iniciativa reúne estudantes e professores da rede pública em soluções para problemas sociais com base em conhecimentos de Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática, abordagem conhecida como STEM.

Como funciona o projeto

A equipe pretende reaproveitar a casca descartada no processamento da castanha e transformá-la em matéria-prima para blocos de pavimentação. O trabalho também considera a importância de pequenos agricultores e trabalhadores das comunidades que participam da cadeia produtiva da castanha.

“Temos uma produção acentuada de castanha de caju na região e percebemos o impacto que o descarte da casca pode causar no solo”, explica João Paulo da Silva, professor orientador. Segundo ele, as conversas com moradores e trabalhadores ajudaram os alunos a identificar o problema ambiental e a possibilidade de dar outro uso ao resíduo.

Os estudantes estão testando diferentes composições para avaliar resistência e aplicação. Também analisam formatos, peso, estrutura e acabamento. Uma das possibilidades estudadas é fabricar os blocos sem o uso de forno tradicional.

O método em avaliação utiliza a exposição à luz solar durante a produção. A equipe busca, com isso, simplificar o processo e diminuir a necessidade de estruturas específicas. Os primeiros protótipos devem ser aplicados em uma calçada da escola, e o grupo também avalia o uso dos pavers em outros espaços da comunidade.

Aprendizado e impacto local

Durante o desenvolvimento, os adolescentes aplicaram conhecimentos de Química Ambiental, Física, Química e Matemática. Os conteúdos são usados para calcular peso e proporções e para analisar gráficos relacionados aos testes.

As visitas a produtores também levaram os alunos a observar outros desafios ligados à exposição aos resíduos. Entre as ideias discutidas está uma proposta de projeto de lei para fortalecer a atividade dos pequenos produtores e estimular o apoio de instituições públicas.

Para Helvio Kanamaru, diretor de ESG e Cidadania Corporativa da Samsung para a América Latina, o projeto mostra como um recurso do próprio território pode ser usado para enfrentar um problema ambiental. Beatriz Cortes, diretora executiva do Cenpec, afirmou que a experiência aproxima a escola pública da comunidade e da busca por soluções aplicáveis no entorno.

A equipe realiza atualmente testes de resistência e compara os resultados dos diferentes traços desenvolvidos. Amostras foram enviadas a instituições parceiras, entre elas a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para análises sobre a eficiência e as características do material.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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