São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Coleção usa retalhos para contar a história da confecção em Santa Cruz do Capibaribe

Projeto de Fátima Nunes apresenta 14 looks inspirados na origem e na evolução econômica do polo de confecções pernambucano.

Coleção usa retalhos para contar a história da confecção em Santa Cruz do Capibaribe

A coleção Memórias Costuradas vai levar à passarela do Festival Moda Center a história da confecção de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste de Pernambuco. Criado pela estilista, modelista e pesquisadora Fátima Nunes, o projeto reúne 14 looks produzidos com reaproveitamento de retalhos.

O desfile será realizado na quarta-feira (23), no Centro de Eventos do Moda Center, no Polo de Confecções do Agreste. A apresentação faz parte do Festival Moda Center e marca a estreia de Fátima na assinatura de uma coleção completa como estilista na passarela.

Retalhos e memória

A coleção volta à década de 1950, quando mulheres da cidade começaram a transformar sobras de tecidos descartadas por fábricas têxteis do Recife em roupas e cobertas para as próprias famílias. O excedente era vendido nas calçadas e nos canteiros do centro, movimento que deu origem ao polo de confecções que abastece grande parte do mercado nacional.

O desfile será aberto pelo Vestido Terra, inspirado no solo vermelho do agreste pernambucano. Na sequência, aparecem peças baseadas nas cobertas de quadro, feitas artesanalmente com pequenos retalhos e consideradas a primeira produção das mulheres de Santa Cruz do Capibaribe.

Também haverá peças de malha que representam a chegada das máquinas industriais no final dos anos 1970 e o aumento da quantidade e da qualidade da produção local. O look final fará referência à própria feira da sulanca, que passou das calçadas para as bancas de madeira e, depois, para o Moda Center.

“A ideia da coleção surgiu do desejo de homenagear a minha cidade”, explicou Fátima Nunes. Ela também afirmou que espera que os mais jovens conheçam a história do município.

Natural de Santa Cruz do Capibaribe e radicada em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, Fátima aprendeu na infância a fazer peças para bonecas com retalhos descartados pela mãe. Aos 12 anos de idade, confeccionou o primeiro vestido a partir da foto da namorada do irmão. Desde então, passou a produzir peças sob encomenda e a vender na feira da sulanca.

Na terça-feira (22), antes do festival, a estilista contará parte de sua trajetória e da história da cidade a estudantes da Escola Municipal Ivone Gonçalves de Araújo e do Centro Educacional Infantil Augustinho Rufino de Melo.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5