O Nubank elevou para R$ 719,8 milhões o valor que pede de volta em um processo contra a Entrepay, credenciadora liquidada pelo Banco Central em março. A nova petição informa exposição de R$ 675,6 milhões com a empresa e de R$ 44,2 milhões com a Acqio.
A Acqio é subsidiária de Antonio Carlos Freixo, conhecido como “Mineiro”. Ele foi alvo da terceira fase da Operação Carbono Oculto e também é investigado na Operação Compliance Zero. O nome da Entrepay aparece ainda em apurações sobre fraudes relacionadas ao Banco Master e ao financiamento do filme “Dark Horse” por meio de aportes no exterior.
Disputa sobre os recebíveis
Na defesa, o Nubank afirma ser o único proprietário, de boa-fé, dos direitos creditórios. O banco também sustenta que os valores retidos não fazem parte da massa liquidanda e que o não pagamento da credenciadora aos comerciantes não invalida a cessão de crédito.
A instituição defende ainda que as bandeiras de cartão devem garantir o repasse integral aos comerciantes. O posicionamento foi apresentado após a Procuradoria-Geral do Banco Central reforçar que as regras dão aos lojistas preferência no recebimento em relação ao cessionário que comprou o recebível.
O Nubank afirma não ter impacto material e diz estar protegido pela legislação como cessionário de boa-fé. Há, porém, incertezas no mercado sobre o paradeiro do dinheiro pago à credenciadora, diante das suspeitas de fraude.
Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, ocupa os cargos de vice-presidente do Conselho de Administração e chefe global de políticas públicas do Nubank. Ele assumiu as funções pouco depois do fim do mandato no Banco Central.








