São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
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Iraniana de 21 anos é condenada à morte após protestos em Isfahan

Taraneh Rahimi foi condenada por “guerra contra Deus”; a irmã gêmea recebeu pena de 36 anos de prisão.

Iraniana de 21 anos é condenada à morte após protestos em Isfahan

Taraneh Rahimi, uma iraniana de 21 anos, aguarda a execução depois de ser condenada à morte por sua participação em protestos na cidade de Isfahan. A irmã gêmea dela, Romina, recebeu uma sentença de 36 anos de prisão.

As duas participaram das manifestações nos dias 8 e 9 de janeiro, quando milhares de pessoas protestaram contra as autoridades. Os atos faziam parte de um movimento nacional iniciado no final de dezembro por causa do aumento do custo de vida.

Uma semana depois, as irmãs, que tinham 20 anos, foram presas durante uma operação policial na casa da família, conforme relatos de parentes que vivem no exterior. Em julho, elas compareceram a um tribunal instalado dentro de uma prisão em Isfahan, ao lado de outras 14 pessoas.

Acusações e condições na prisão

Segundo a Human Rights Activists (HRANA), as irmãs foram acusadas de envolvimento nas mortes de um integrante da Guarda Revolucionária e de uma pessoa em situação de rua durante as manifestações. Taraneh foi condenada um mês depois por “guerra contra Deus”.

A jovem já havia passado por uma cirurgia no joelho antes da prisão e, de acordo com seu primo, Masud Nourmohamadi, um médico recomendou que ela fosse internada fora da prisão. As autoridades recusaram o pedido. Nourmohamadi afirmou que Taraneh sofre com dores e passou por torturas físicas e psicológicas.

O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI) também manifestou preocupação com a saúde da jovem e informou que ela tem dificuldade para andar. A sentença ainda pode ser contestada.

O primo diz que não há provas contra as irmãs e que os advogados só tiveram acesso ao processo no primeiro dia do julgamento. Organizações de direitos humanos e investigadores da ONU afirmam que os protestos foram reprimidos com violência e levaram a dezenas de milhares de prisões.

O Irã já executou 29 pessoas, todas homens, em conexão com as manifestações. A Anistia Internacional e outras ONGs consideraram injustos os julgamentos. Ativistas acusam as autoridades de usar enforcamentos para espalhar medo, enquanto o governo afirma agir contra instigadores de “distúrbios fomentados pelo exterior”.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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