São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Investigações atingem aliados de Tarcísio e expõem distância no governo paulista

Cezinha de Madureira e Milton Leite são investigados em casos diferentes, enquanto aliados afirmam que ambos perderam espaço na gestão estadual.

Investigações sobre Cezinha de Madureira e Milton Leite pressionam entorno de Tarcísio
Foto: Milton Leite, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ricardo Nunes (MDB). Reprodução

As investigações contra o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) e o ex-vereador Milton Leite, presidente do União Brasil paulista, levaram aliados do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) a destacar o distanciamento dos dois em relação à administração estadual.

A estratégia do entorno do governador é afirmar que os aliados perderam espaço desde o começo do governo. Cezinha foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal em 14 de setembro. A operação apura um suposto esquema de venda de influência em decisões judiciais, e a medida foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal.

Apesar da investigação, o deputado já apareceu em propaganda eleitoral ao lado de Tarcísio. Em um vídeo, o governador o chamou de “meu amigo” e disse que ele foi importante para abrir caminhos à sua entrada na política paulista, quando os dois ainda estavam desacreditados.

Integrantes do Palácio dos Bandeirantes afirmam que Cezinha ficou irritado após não conseguir indicar nomes para cargos estaduais, principalmente no Departamento Estadual de Trânsito. Um ex-secretário declarou que o parlamentar “chegou com muita sede ao pote”. Conforme esse relato, a equipe de Tarcísio limitou os pedidos ao priorizar critérios técnicos.

Relação com Milton Leite

Milton Leite foi preso em 18 de setembro, depois de permanecer mais de 24 horas foragido. A Polícia Civil e o Ministério Público investigam suspeitas de infiltração do crime organizado no transporte público da capital paulista.

Aliados do governador dizem que a aproximação com o ex-presidente da Câmara Municipal tinha caráter institucional, por causa da influência de Leite na zona sul de São Paulo. Eles também afirmam que o governo retirou indicações ligadas a ele de setores como o Departamento de Estradas de Rodagem e a área de transportes.

Mesmo após o afastamento inicial, Leite participou da privatização da Sabesp. Como chefe do Legislativo paulistano, ajudou a aprovar o projeto que permitiu à capital aderir à desestatização.

A reaproximação com Tarcísio ocorreu no ano passado. Em 30 de agosto, o governador esteve no lançamento das candidaturas de Alexandre Leite e Milton Leite Filho e elogiou a família. Os dois também trataram da formação da chapa de candidatos a deputado do União Brasil.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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