São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Quando a inovação complica tarefas simples no carro

Cartões, telas, comandos por voz e maçanetas eletrônicas mudaram funções tradicionais, mas nem sempre facilitaram a rotina ao volante.

Quando a inovação complica tarefas simples no carro
Foto: Christian Castanho/Quatro Rodas

A busca por novidades na indústria automobilística levou funções básicas para telas, cartões e sistemas eletrônicos. Algumas soluções prometem mais praticidade, enquanto outras tornam tarefas simples mais demoradas ou dependem de condições específicas para funcionar.

Chave, maçaneta e serviços digitais

Algumas marcas trocaram a chave tradicional por um cartão NFC (Near Field Communication). O dispositivo funciona por aproximação, mas precisa ficar disponível, como uma chave física, para ser encostado em pontos específicos do veículo na hora de abrir as portas e dar a partida. Não basta deixá-lo dentro da carteira.

As maçanetas eletrônicas e retráteis seguem uma proposta de design futurista e aerodinâmico. O problema é que podem dificultar o acesso ao veículo em caso de acidente e deixam de funcionar quando há pane elétrica ou falta de bateria.

Também existem montadoras que oferecem serviços extras e até aumento de potência pela internet, usando a central multimídia do veículo. O formato lembra uma assinatura mensal, com contratação online. A proposta ainda precisa convencer o consumidor.

Funções levadas para a central

Em alguns veículos, como os da Tesla, o ajuste da direção do fluxo do ar-condicionado é feito pela tela. Para mudar ligeiramente a saída de ar, o motorista precisa navegar por diferentes telas, em vez de apenas girar um seletor manual.

O mesmo caminho foi adotado para ajustes da direção e dos espelhos. Operações que antes tinham botões próprios passaram a ficar escondidas em submenus da central multimídia, nem sempre fáceis de localizar.

A tela giratória da BYD pode ficar na horizontal ou na vertical. Na prática, porém, o texto aponta que a posição horizontal é a mais adequada, já que aplicativos como Apple CarPlay e Android Auto funcionam nessa orientação.

Assistência que não convence

O sistema de estacionamento automático parecia uma resposta para quem não gosta de fazer baliza. Mas o uso pode ser prejudicado pela falta de espaço para manobrar, pelo tempo necessário para posicionar o carro e pelo receio da reação de outros motoristas. Fazer a manobra manualmente acaba sendo mais rápido e seguro.

Os comandos por gestos também não se firmaram no uso cotidiano. Inspirados em filmes de ficção científica, como Minority Report, de Steven Spielberg, exigem prática e precisão para que o veículo reconheça os sinais.

O comando de voz pode ajudar o motorista a manter a atenção na condução, mas ainda falha ao interpretar instruções. Quando os comandos não são entendidos de primeira, o uso se torna irritante e pode gerar discussões confusas.

Retrovisores digitais

O Audi e-tron foi o primeiro automóvel a trazer essa tecnologia ao Brasil. Como opcional, o sistema custava R$ 13.000. Câmeras substituíam os espelhos e exibiam as imagens em telas nos painéis das portas.

A imagem era menos realista que a do espelho, e a posição dos monitores era incômoda. A principal vantagem apontada era a aerodinâmica, porque as câmeras eram menores que a capa dos retrovisores. O custo, mesmo em um carro de luxo, não se justificava.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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