CIDADE DE GAZA — O Hamas acusou as forças de defesa de Israel de usar o acordo de cessar-fogo como cobertura para manter uma ocupação ilegal e cometer genocídio na Faixa de Gaza. A declaração ocorreu após um bombardeio atingir um edifício residencial na madrugada deste sábado, 3, na Cidade de Gaza.
De acordo com dados repassados por autoridades médicas e pela Defesa Civil, ao menos cinco palestinos morreram e outros seis ficaram feridos. Em comunicado divulgado no Telegram, o grupo pediu que os mediadores e o governo dos EUA pressionem Benjamin Netanyahu a interromper os ataques.
"Exigimos que os mediadores e o governo dos EUA impeçam Netanyahu de usar o acordo de cessar-fogo como cobertura para continuar seus massacres", afirmou o Hamas.
Alvo informado por fonte de segurança
O Exército de Israel não havia se pronunciado publicamente sobre o bombardeio. Uma fonte de segurança informou ao The Times of Israel que a operação tinha como alvo Ali al-Amoudi, apontado como um alto dirigente do Hamas em Gaza.
As forças militares israelenses ainda avaliavam os resultados da ação. O nome de al-Amoudi não aparecia entre os mortos contabilizados pelas equipes de resgate locais.
As operações ocorreram às vésperas das eleições em Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é candidato à reeleição.







