São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Estudo associa medicamentos GLP-1 a mais alterações nas unhas e no cabelo

Pesquisa apresentada no Congresso da EADV de 2026 encontrou maior frequência de descolamento e descoloração das unhas entre usuários de GLP-1.

Estudo associa medicamentos GLP-1 a mais alterações nas unhas e no cabelo

Um estudo apresentado no Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV) de 2026 encontrou maior frequência de alterações nas unhas entre pessoas que usam agonistas do receptor GLP-1, medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade. O descolamento das unhas foi relatado por 39% dos usuários, contra 9% no grupo de comparação.

A pesquisa comparou 575 usuários de GLP-1 com 1.329 pessoas com diabetes tipo 2 e/ou obesidade que nunca tinham usado esses medicamentos. Os participantes foram recrutados na França, nos Estados Unidos, no Brasil e no México.

Alterações nas unhas

Ao todo, 66% dos usuários relataram pelo menos um distúrbio nas unhas, ante 53% do grupo de controle. A descoloração atingiu 46% dos usuários, contra 17% das pessoas que não tomavam GLP-1.

Os pesquisadores afirmam que metade dos usuários já tinha relatado problemas nas unhas antes de começar o tratamento. Depois de ajustes para condições dermatológicas e deficiências nutricionais, o descolamento e a descoloração continuaram de duas a três vezes mais frequentes entre os usuários.

Charles Taïeb, autor do estudo, afirmou que os resultados mostram uma associação, mas não comprovam que o tratamento tenha causado as alterações. O estudo também não permite estabelecer uma relação de causa e efeito porque foi transversal e se baseou em sintomas relatados pelos próprios participantes.

Queda de cabelo

Uma análise complementar com os mesmos participantes identificou mais alterações no cabelo e no couro cabeludo entre usuários de GLP-1. A queda de cabelo foi relatada por 50% deles, contra 34% no grupo de controle. Já a perda de volume ou densidade atingiu 42%, ante 19%.

A queda iniciada depois do começo do tratamento foi registrada por 26% dos usuários, em comparação com 12% no grupo de controle. A vermelhidão do couro cabeludo também foi cerca de três vezes mais frequente.

Segundo Bruno Halioua, autor do estudo, os sinais no couro cabeludo podem envolver um componente inflamatório. Ele disse que as alterações devem ser vistas como sinais de alerta, e não como motivo para interromper o tratamento por conta própria.

A orientação apresentada pelos pesquisadores é que pessoas com queda de cabelo, coceira, vermelhidão no couro cabeludo ou mudanças nas unhas relatem os sintomas ao médico. Novos estudos prospectivos devem acompanhar os pacientes desde o início do tratamento, com exames dermatológicos padronizados e monitoramento biológico.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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