São Bernardo do Campo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Brasil

Flávio Bolsonaro não informa quem financiou viagens internacionais em jato

Senador fez ao menos quatro viagens com Willer Tomaz entre janeiro e maio de 2025, mas não esclareceu quem pagou os voos.

Jato não é uber: quem paga os voos internacionais de Flávio Bolsonaro?

Flávio Bolsonaro não informou quem financiou ao menos quatro viagens internacionais feitas entre janeiro e maio de 2025. O senador e candidato à Presidência da República pelo PL viajou acompanhado do amigo e advogado Willer Tomaz. Em uma das viagens, entre os Estados Unidos e o Brasil, os dois usaram um jato que pertencia a Daniel Vorcaro.

A informação sobre o avião era mantida fora das declarações públicas do senador. Questionado depois que o uso da aeronave veio a público, Flávio afirmou: “Ainda bem que na época o avião era de Willer”. A resposta, porém, não esclareceu quem pagou o deslocamento.

Até maio, Flávio também negava conhecer Vorcaro. Depois, surgiram informações sobre uma cobrança de U$ 24 milhões contra o dono do banco Master, chamado de “irmãozão”, e sobre mais de U$ 12 milhões transferidos por Vorcaro para um fundo administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro. O senador não prestou contas, conforme o texto, sobre a utilização desse dinheiro.

Pagamentos pessoais

A dúvida sobre os voos se soma a questionamentos anteriores relacionados ao uso de dinheiro vivo. Durante investigações no Rio de Janeiro que levaram a uma denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro contra Flávio, foi apontado um desvio de, pelo menos, R$ 6 milhões.

Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o então deputado usava valores que não saíam de suas contas para pagar despesas pessoais. Entre elas estavam IPTU, planos de saúde e escolas das filhas. Nos boletos, foram identificados R$ 261,6 mil em despesas pessoais, R$ 91,8 mil em impostos ligados a imóveis e R$ 40 mil para salários de empregadas.

Fabrício Queiroz chegou a ser flagrado pagando parte desses boletos. No caso dos voos internacionais, permanece sem resposta pública a pergunta sobre quem assumiu os custos.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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