São Bernardo do Campo, Sábado, 3 de outubro de 2026
Brasil

Congresso boliviano afasta procurador preso e nomeia substituto interino

Roger Mariaca é investigado por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa, acusações que ele nega.

Congresso boliviano afasta procurador preso e nomeia substituto interino

O Congresso boliviano suspendeu Roger Mariaca do cargo de procurador-geral e nomeou José Armando Urioste como substituto interino neste sábado (3). Mariaca está preso desde a última quarta-feira, após ser acusado pelos Estados Unidos de supostos vínculos com o narcotráfico.

A escolha de Urioste foi aprovada por 113 votos a favor e 11 contra, depois de uma sessão de emergência e de negociações que começaram na noite de sexta-feira e avançaram até as 6h30 locais (07h30 de Brasília). O presidente do Senado, Diego Avila, declarou que o candidato havia obtido mais de dois terços dos votos.

Urioste tem trajetória como juiz e acadêmico no departamento de Beni, no nordeste do país. Ao assumir interinamente, afirmou que vai investigar as irregularidades no Ministério Público, mas que não pretende promover uma perseguição.

“Vamos investigar. Eu sou contrário a fazer uma caça às bruxas”, disse Urioste. Ele também mencionou a presunção de inocência e o princípio de objetividade.

Mudança na legislação

Antes de concluir a substituição, o Congresso alterou a legislação para permitir o afastamento do procurador-geral quando há acusação criminal e prisão preventiva. Na noite de sexta-feira, o presidente Rodrigo Paz promulgou a lei, e os parlamentares retomaram a sessão para escolher o interino.

Mariaca comandou o Ministério Público de 2024 até a prisão. Ele é investigado pela Justiça boliviana por lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e organização criminosa, acusações que nega.

Horas depois da detenção, o Ministério Público havia nomeado Luis Montaño, servidor mais antigo da instituição, como interino. O governo de Paz não reconheceu a nomeação e anunciou que Montaño seria preso por usurpação de funções e por dificultar as investigações contra Mariaca.

Segundo o Ministério do Governo, o ex-procurador-geral teria protegido o narcotraficante uruguaio Sebastián Marset, preso pela polícia em março deste ano com ajuda da agência antidrogas americana DEA e enviado aos Estados Unidos.

Também foram presas, na última quarta-feira, outras 13 pessoas: três procuradores, seis funcionários do Ministério Público e quatro indivíduos acusados de tentar retirar cerca de 300.000 dólares, equivalentes a R$ 1,5 milhão, da residência de Mariaca escondidos em uma ambulância.

Texto produzido pela Redação Finanças em Pauta com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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