O Portal de Serviços do DataSUS passou a organizar seus banners de acordo com as secretarias do Ministério da Saúde responsáveis por cada serviço. A mudança entrou em funcionamento em 22 de setembro e busca facilitar a localização de informações e funcionalidades por integradores, gestores e outros usuários.
A reorganização foi desenvolvida pelo Departamento de Informação e Informática do SUS (DataSUS), da Secretaria de Informação e Saúde Digital (SEIDIGI), a partir de dificuldades identificadas na experiência dos usuários. Com o crescimento do número de serviços disponíveis, a busca em uma lista única de banners ficou mais difícil. A necessidade de mudança foi apresentada ao DataSUS em reunião do Grupo de Trabalho de Informação e Saúde Digital (GT&ISD), com participação do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).
Agora, o usuário pode procurar o serviço a partir da secretaria relacionada. A estrutura reúne cinco áreas do Ministério da Saúde: SEIDIGI, voltada à gestão da informação e à transformação digital em saúde; Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA); Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES); Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE); e Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).
A organização foi testada pela Coordenação-Geral de Integração de Dados e Serviços Digitais (CGID/DataSUS), que avaliou as categorias, a relação entre serviços e secretarias e a facilidade de navegação. O desenvolvimento levou aproximadamente dois meses. “Queremos garantir que integradores e gestores encontrem com agilidade e clareza os serviços de que precisam”, afirmou Kelly Amaral, coordenadora-geral da CGID/DataSUS.
Outras mudanças no portal
A nova categorização dá sequência às melhorias feitas neste ano. Em julho, a versão 2.6 alterou processos de autenticação, credenciamento, acompanhamento de solicitações e organização dos serviços. A atualização integrou a autenticação ao GOV.BR, com tecnologia Keycloak e exigência de conta nível Ouro para identificar o solicitante.
O Portal também passou a automatizar a análise e a aprovação de credenciais, permitir o acompanhamento das solicitações e enviar notificações por e-mail. A versão 2.6 disponibilizou inicialmente 20 serviços, incluindo ferramentas informativas, serviços ligados à nova arquitetura de autenticação e APIs em processo de migração.
O DataSUS informa ainda que mais de dez sistemas e plataformas foram adequados para usar o CPF como identificador prioritário do cidadão. O Cadastro Nacional de Pessoas para a Saúde (CadSUS) passa por higienização da base cadastral, e a versão 7.2 adotou o CPF como campo preferencial de pesquisa. Também foram incluídos dados sobre identidade de gênero, orientação sexual, povos e comunidades tradicionais, pessoa com deficiência, situação de moradia, condição de itinerante e zona de endereço, com proteção prevista na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).








